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  Sabor de Bolso

Como sabem, eu gosto muito de fazer bolos. Não é todos os dias nem todas as semanas, mas vai aparecendo um bolinho de vez em quando, para adoçar a boca.

A primeira fase é pesquisar e inspirar-me. Obviamente que, hoje em dia, a Internet é uma das ferramentas mais usadas, mas os livros e cadernos de receitas também fazem parte delas.

Neste caso, foi a Rosa que me inspirou. A Rosa tem um blog, o Be nice, make a Cake, que é das minhas referências de inspiração. Receitas simples, fáceis e delicosas.

E foi lá que me deparei com esta receita. Bolo mágico de limão.

Como assim, bolo mágico? Mágico porquê?.

Porque a partir de uma única massa, obtemos uma sobremesa de três camadas. Sim! Camadas tipo fudge, pudim e bolo! 

Curiosos? Espreitem a receita e a explicação abaixo e toca de pôr as mãos na massa!

#205 | Bolo "mágico" de limão

Ingredientes (para 1 forma quadrada de 22 cm)

. 4 claras
. 4 gemas
. 150 gr de açúcar
. Raspa de 1 limão
. 150 gr de manteiga derretida e arrefecida
. 100 gr de farinha de trigo T55 sem fermento, peneirada
. 500 ml de leite morno 

Preparação

1. Pré-aquecer o forno a 150º e untar a forma com manteiga/desmoldante e papel vegetal.
2. Bater as claras em castelo. Reservar.
3. Bater as gemas com o açúcar e o limão até ficar uma mistura fofinha e esbranquiçada.
4. Adicionar a manteiga e voltar a bater.
5. Juntar a farinha e bater.
6. Adicionar o leite e voltar a bater.
7. Fora da batedeira, envolver as claras em castelo.
8. Verter a massa para a forma e levar a assar durante cerca de 50 minutos ou até o teste do palito sair limpo.
9. Deixar arrefecer ligeiramente e levar ao frio, pelo menos, 3 horas.
10. Desenformar e servir.

E acreditem, cria mesmo as 3 camadas! 

Porquê? Ciência.

Esta massa é mais líquida que as massas de bolo que costumamos ver e fazer. Além disso, é assada a uma baixa temperatura, dando tempo para a massa assentar e dividir-se em camadas.

A camada de baixo é criada pela mistura das gemas com a farinha, adensando-se em baixo. A camada do meio é criada pela grande proporção de leite em relação à farinha, tornando-se numa camada tipo pudim ou leite creme. A camada de cima é feita pelas claras envolvidas na massa, que sobem e cozinham por último.

Como vêem, fica um bolo muito bonito e visualmente atraente.

Adoro amarelo e este bolo fica tão apetitoso com esta cor!


Além disso, tem o toque ácidico e aromático do limão, que é sempre aquele sabor que nunca falha e toda a gente gosta.



A camada de baixo é mais densa e um pouco mais rica, que contrasta com a leveza da camada do meio. A camada de cima é semelhante a um bolo de claras, espumoso e levezinho, com o toque subtil do limão.

A conjugação de todas as camadas na boca é uma combinação interessante de texturas.


Não é magia nem bruxaria, mas que é interessante, lá isso é.

E o melhor é que existem milhares de versões desta receita base. Eu ainda só experimentei esta, mas uma versão de chocolate e caramelo está a formar-se na minha cabeça :)

Com os mesmos ingredientes com que fariam um bolo mais comum, podem surpreender os vossos convidados e família com uma sobremesa de três camadas, como um truque de magia!

Mostrem-me as vossas experiências e passem pelo Facebook e Instagram onde podem encontrar esta e muitas mais receitas. Deixem o vosso like e partilhem :)

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A chuva consegue ser mais teimosa do que eu.

Estiveram uns quantos dias tão bonitos, mesmo a convidar para um passeio higiénico e uma bebida fresca nas esplanadas agora abertas. Infelizmente, por causa de uns quantos que não sabem cumprir as regras, podemos ver vedadas novamente essas liberdades que agora nos soam como um luxo.

Apenas viver um dia de cada vez, dizem. A incerteza é muita, a ignorância e intolerância às regras também. Vamos ver quem ganha...

À parte desses dilemas da sociedade (porque mal tenho saído de casa e tenho a consciência plenamente tranquila quanto ao cumprimento das regras), estou eu na cozinha a olhar para a chuva porque, com este tempo, o que apetece mesmo é uma chávena de chá, lareira acesa e uma fatia de bolo.

Mas não me apetece sujar loiç,a não me apetece ter muito trabalho. 

E não é que há um bolo assim perfeito para mim? 


#204 | Bolo de laranja inteira

Ingredientes (para 1 forma de buraco de 22 cm)

. 400 gr de laranja (com casca e tudo)
. 2 ovos
. 180 ml de óleo (usei de girassol)
. 300 gr de açúcar granulado branco
. 1/4 colher de chá de sal fino
. 280 gr de farinha de trigo (T55) sem fermento
. 12 gr de fermento em pó

Preparação

1. Pré-aquecer o forno a 170º.
2. Untar a forma com desmoldante ou manteiga e farinha. Reservar.
3. Num processador de alimentos, triturar todos os ingredientes, menos a farinha e o fermento, até ficar uma pasta. Verter para uma taça.
4. Adicionar a farinha e o fermento e envolver, com varas, até ficar homogéneo.
5. Verter a massa para a forma e levar a assar durante cerca de 40 minutos ou até o teste do palito sair limpo.

E está feito. 

Não há (quase) louça suja, não há trabalho de braço. Só o tempo de espera para o bolo cozer. Aí, lamento, a paciência é uma virtude :)

O bolo fica fofinho e bem húmido. O sumo da laranja ajuda muito nisso.


Podem ver os pedacinhos de laranja na massa. Eu adoro sentir a surpresa ácida que esses pedacinhos dao na boca. Mas, se não apreciarem, basta que descasquem as laranjas antes de as triturarem, desde que fiquem à mesma com 400 gr de laranja.

Tal como esperado, é um bolo bastante aromático e saboroso, devido ao citrino que tem. Acredito que fazer o mesmo com qualquer outro citrino irá resultar num bolo igualmente delicioso ao palato e ao olfacto.





Desculpem não haver mais fotos do bolo inteiro mas... não fui a tempo. Os gulosos cá de casa foram comento e, num ápice, já não havia bolo suficiente para uma fotografia mais decente...

Parece-vos um bom motivo para não haver foto, não acham? :)

Não se esqueçam, se fizerem a receita, comentem aqui e dêem-me o vosso feedback.

E passem pelo Facebook e Instagram onde podem encontrar esta e muitas mais receitas. Deixem o vosso like :)

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Chegou a altura dos casacos. 

Ainda estou um pouco em negação e uma camisola ainda vai chegando. Mas, mais dia menos dia, lá terá de ser.

A chuva cai lá fora, a lareira está acesa, os cães deliciam-se com o calor do lar.

Eu adoro medronhos. Adoro dióspiros.

E está na época dos dois. Começam a sobrar e, apesar de adorar, chega àquela época perfeitamente normal em que não apetece comer mais.

E então, faço um bolo.

 
#197 | Bolo de medronho e dióspiro
(adaptado da receita do blog Ananás e Hortelã)

Ingredientes (para uma forma de 20 cm de diâmetro)

. 250 gr de açúcar amarelo
. 125 gr de polpa de dióspiros de colher (moles)
. 125 gr de medronhos
. 4 ovos
. 200 ml de iogurte natural
. 1 colher de chá de pumpkin spice 
. 1 colher de chá de fermento em pó
. 1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
. 350 gr de farinha de trigo sem fermento


Preparação

1. Untar uma forma de 20 cm de diâmetro com manteiga e farinha ou com desmoldante.
2. Pré-aquecer o forno a 180º.
3. Triturar a polpa dos dióspiros com os medronhos.
4. Bater os ovos com o açúcar até ficar uma mistura mais fofa.
5. Adicionar o iogurte e a polpa da fruta e mexer bem.
6. Peneirar a farinha com o fermento, bicarbonato e pumpkin spice, e envolver na massa.
7. Verter a massa na forma e levar a assar cerca de 35-40 minutos ou até o palito sair limpo.
8. Deixar arrefecer na forma cerca de 5 minutos antes de desenformar e deixar arrefecer completamente numa grelha.

O bolo sabe a Outono. 

Sabe às mantas enroladas nos pés, ao filme de terça à tarde, ao chá logo pela manhã.

Porque ele é perfeito para acompanhar qualquer um destes momentos.



O sabor das pumpkin spice é proeminente, a canela é a que mais sobressai. Pelo que, se não gostarem, basta substituírem pela especiaria que vocês gostam mais, sendo que a pumpkin spice é uma mistura de canela, gengibre, cravinho, pimenta da jamaica e noz moscada. 

O bolo é fofinho e suave na boca, mas com estrutura suficiente para fazer um bolo de camadas ou para não se desmanchar a cortar.



O sabor do dióspiro é o que fica no final, sendo que o do medronho passa mais despercebido.

Para a próxima, irei colocar um pouco mais de medronhos para ver se sobressai mais.


Seja como for, é um bolo muito saboroso e perfeito para esta época.

Uma época de incertezas, de viver um dia de cada vez.

E porque não viver cheia de incertezas e um dia de cada vez, mas com uma fatia de bolo? 





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E hoje chegou o Outono!

Uma estação do ano em que as cores quentes contrastam com o frio que se começa a sentir.

O Sol ainda espreita, mas as camisolas de manga comprida já fazem parte do roupeiro.

Os vermelhos e laranjas começam a surgir, as folhas começam a cair e, com isto, alguma melancolia surge.

Dá-se o início das aulas com um novo "regime", o raio do "bicho" anda chato. O trabalho recomeça aos poucos, com a "depressão pós-férias" e as memórias de um Verão um pouco diferente do habitual ainda presentes.

Mas a vida tem de continuar.

Bem-vindo Outono. Que sejas uma estação calma, realista mas, ainda assim, com um quê de bucolicamente melancólica. Faz parte.

E, com este espírito um pouco pensativo, dou as boas vindas a esta linda estação com um bolo que é a sua cara.

Os figos caem de tantos que são. Os pássaros deliciam-se, os cães deliciam-se. E nós também!

#196 | Bolo de alecrim, mel e figo

Ingredientes (para uma forma dde 20 cm de diâmetro)

Bolo

. 355 gr de farinha de trigo sem fermento T55
. 150 gr de açúcar granulado branco
. 50 gr de óleo
. 85 gr de manteiga sem sal em pomada
. 60 gr de mel
. 1 e 1/2 colher de chá de fermento em pó
. 1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
. 1 colher de chá de sal fino
. 2 colheres de sopa de alecrim fresco (só as folhas)
. 2 colheres de sopa de raspa de limão
. 2 ovos
. 250 ml de leite (usei magro)
. 1 colher de chá de extracto de baunilha

Figos

. 8 figos médios, cortados em quartos 
. 30 gr de manteiga sem sal
. Sal fino e pimenta preta
. 30 gr de mel


Preparação

1. Bolo:Pré-aquecer o forno a 160º.
2. Untar a forma com desmoldante e colocar papel vegetal na base. Reservar.
3. Triturar o açúcar com o alecrim e raspa de limão. Reservar.
4. Numa taça, misturar a farinha com o fermento, bicarbonato e sal.
5. Noutra taça, com batedeira e raquete/pá, bater a manteiga com o óleo e o açúcar anterior cerca de 3 minutos ou até a mistura ficar mais clarinha.
6. Adicionar os ovos, um a um, batendo até incorporar entre cada um.
7. Adicionar o mel a bater só até ficar misturado.
8. Em velocidade baixa, alternar a mistura de secos com o leite, começando e terminando com os secos, batendo entre cada adição e raspando as laterais, se necessário.
9. Verter para a forma preparada e levar a assar entre 35 a 45 minutos ou até o palito sair limpo.
10. Deixar arrefecer numa grelha cerca de 10 minutos antes de desenformar.
11. Figos: Num tacho, derreter a manteiga em lume médio até esta dourar.
12. Adicionar os figos e temperar com sal e pimenta, deixando cozinhar cerca de 2 minutos, só para amolecerem um pouco.
13. Adicionar o mel, mexer e retirar do lume.
14. Cortar o topo do bolo, caso seja necessário, de modo a ficar recto.
15. Colocar a mistura dos figos (morna) por cima do bolo.

Este bolo ilustra tão bem o Outono.




As cores quentes do bolo interligadas com o verde dos figos. O brilho da manteiga a lembrar o sol ainda a espreitar.

E o sabor? Não vou mentir, não é um sabor usual. Mas o que eu gosto de sabores não tão usuais...

Sente-se a frescura do limão, que conjuga lindamente com o sabor intenso do alecrim.



O figo dá uma doçura espectacular ao bolo que, ligada com a presença do mel, tornam o bolo perfeito.

A massa fica fofinha, mas com estrutura, permitindo que não esfarele muito quando se corta uma fatia.

E, sim, este bolo leva pimenta. E não é que fica bom? Dá um toque mais picante ao bolo, tornando-o ainda mais interessante.




Se, ainda assim, torcerem o nariz, ocultem a pimenta da equação que fica bom à mesma.

Por aqui, foi a opção para o pequeno-almoço de hoje. E que bem que soube!

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O trabalho é muito. O tempo é pouco.

Mas há sempre tempo para um bolo. Para isso, há sempre.

Hoje trago-vos uma receita baseada na fantástica receita da Joana Roque, que é só espectacular.

Porque não suja quase loiça nenhuma, não dá trabalho e é deliciosa.

Dá um excelente bolo para um café, um chá, ou até para comer simples assim!

#195 | Bolo de limão, azeite e farinha de milho

Ingredientes (para uma forma de bolo inglês)

. 1 limão grande em pedaços
. 200 gr de açúcar amarelo 
. 4 ovos
. 100 ml de azeite (usei caseiro, mas o sabor fica mais intenso)
. 125 gr de farinha de milho
. 125 gr de polvilho azedo
. 2 colheres de chá rasas de fermento em pó


Preparação

1. Pré-aquecer o forno a 180º.
2. Untar uma forma de bolo inglês e forrar com papel vegetal.
3. Triturar todos os ingredientes juntos.
4. Levar a assar cerca de 40 a 45 minutos ou até o teste do palito sair limpo.
5. Aguardar 5 minutos, desenformar e deixar arrefecer completamente sobre uma grelha. 

E pronto, já está. É só ter a paciência de esperar três quartos de hora e podem deliciar-se com este menino (mas cuidado, que a esta hora ainda estará bem quente!).



O seu sabor é super fresco e aromático, devido ao limão.

O azeite torna-se mais ou menos evidente, quando usado do caseiro ou de compra, respectivamente. Eu, como usei caseiro, o seu sabor está mais presente, mas fica delicioso na mesma.



A farinha de milho torna o bolo um pouco mais denso, mas o fermento vem dar-lhe a leveza necessária para ser comido (quase de uma vez...)



E, em pouco tempo, com nada de loiça suja, têm um bolo perfeito para uma bela tarde solarenga de Verão!

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Finalmente, um pouco de decência por parte da metereologia.

Não têm sido dias nada fáceis para trabalhar numa cozinha.

A saúde fica mais debilitada, tanto a física como a mental.

Restam-me as pequenas pausas durante o dia para ir respirando.

E continuando a cozinhar.

Mas mais na minha área predilecta, mais no meu cantinho.

E, assim, sai mais um bolo. 

Desta vez, baseado numa receita do fantástico blog Coco e Baunilha, que tem tanta coisa boa que só apetece experimentar.

#194 | Bundt Mármore de Matcha e Framboesa
Ingredientes 

. 250 gr de manteiga, em pomada
. 200 gr de açúcar granulado branco
. 4 ovos
. 250 gr de farinha
. 1 colher de chá de aroma de baunilha
. 1 colher de chá de fermento em pó
. 1 colher de sopa de matcha em pó (encontrei no Aldi)
. 1 pitada de sal fino
. 100 gr de framboesas (usei frescas)
. 4 a 5 colheres de sopa de água quente



Preparação

1. Pré-aquecer o forno a 180º.
2. Untar uma forma com manteiga e farinha ou spray desmoldante (Como usei a da Nordic Ware, usei desmoldante).
3. Peneirar a farinha com o sal e o fermento.
4. Dissolver o matcha na água.
5. Com raquete ou pá, bater a manteiga com o açúcar até ficar esbranquiçada.
6. Adicionar os ovos, um de cada vez, batendo bem entre cada um.
7. Juntar a baunilha e misturar novamente.
8. Em 3 vezes e com espátula, envolver a mistura dos secos.
9. Dividir a massa em duas porções e misturar o matcha numa delas.
10. Colocar uma parte da massa de matcha na base e distribuir as framboesas por cima.
11. Colocar a massa branca por cima e terminar com a restante massa de matcha. (Não têm de fazer exactamente assim, essa parte criativa fica ao vosso gosto).
12. Bater com forma na bancada para distribuir bem a massa pela forma. 
13. Levar a assar cerca de 30 a 40 minutos ou até o teste do palito sair limpo.
14. Aguardar cerca de 10 minutos antes de desenformar e deixar arrefecer completamente numa grelha.

Para quem não conhece, assim de uma forma muito levezinha, matcha é chá verde em pó. 

Não, não é o mesmo chá verde, que compramos para beber, triturado. Não é.



Mas o seu sabor é muito semelhante, isso sim. E é tão bom :)

Primeiro, estranha-se. Depois, entranha-se, porque não é um sabor comum português. Mas começa a estar muito em voga por cá e eu também não quis ficar atrás.

O bolo é um pouco húmido, talvez devido a poder ter posto um pouco de água a mais ou os ovos serem um pouco maiores.




Mas nem por isso deixa de ser delicioso.

É um bolo relativamente doce, mas que tem um toque de acidez e frescura, presente no sabor do matcha e nas framboesas.

Além disso, a fruta confere mais um nível de textura, muito agradável na boca.

Se não gostarem, podem omitir o matcha da receita e ficam com um excelente bolo de baunilha e framboesa, também muito agradável para um lanche.



Mas julgo que vocês deveriam experimentar. 

A vida é feita de experiências, porque não mais uma? :)

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Dia 66  (19 de Maio de 2020).

Sim, eu sei. Já cá não vinha há tempo.

Mas estou a reflectir no futuro próximo do blog.

Com o desconfinamento e o regresso ao trabalho, o tempo para o blog vai ser muito menor, até porque passarei a estar muito menos tempo em casa e a comer muito menso vezes cá.

Ando em pensamentos sobre quando e com que regularidade virei aqui trazer-vos receitas novas.

O blog não irá parar, mas irá abrandar.

Além disso, a probabilidade é que se torne mais um blog de pastelaria que de cozinha.

Porque, comendo fora de casa, passam a existir muito menos receitas do estilo.

Mais depressa vos dou uma receita de bolo ou bolachas, porque é algo que se pode comer ao pequeno-almoço ou nas pausas do trabalho.

A mim  não me incomoda muito, porque a minha paixão é a pastelaria. Espero que a vocês também não.

Ora, e domingo foi dia mundial da pastelaria.

Então, hoje trago aqui um bolinho deliciosos feito com aproveitamentos, em honra desse dia.

Já tinha feito bolo com cascas de fruta, mas nunca com casca de um só fruto e de banana.

Tinha algumas dúvidas sobre a casca da banana ser comestível, mas uma breve pesquisa pela Internet mostrou-me que sim e que é rica em diversas vitaminas. Basta perguntarem ao Google que ele responde-vos.

Apenas um conselho, lavem a cascas muito muito muito bem, já que a casca poderá ter sido exposta a produtos químicos ou coisas do género. Basicamente, ter os mesmos cuidados com qualquer fruta que se coma com casca.

Neste bolo, juntei também amendoim, que é um grande aliado da banana e, juntos, são uma equipa imbatível.


#177 | Bolo de Cascas de Banana e Amendoim

Ingredientes (para 1 bolo com cerca de 22 cm)

. 50 gr de azeite (ou óleo)
. 107 gr de açúcar amarelo
. Casca de 2 bananas médias
. 240 gr de água
. 1 colher de sopa de vinagre de sidra
. 10 amendoins descascados (para triturar) + 10 amendoins descascados (para a massa)
. 150 gr de farinha de trigo integral
. 90 gr de farinha de trigo T55 sem fermento
. 1 colher de chá rasa de fermento
. 1 colher de chá rasa de bicarbonato de sódio
. 1 pitada de sal fino


Preparação

1. Pré-aquecer o forno a 180º e untar uma forma.
2. Triturar as cascas de banana com o azeite, açúcar, os 10 amendoins, água e vinagre até ficar o mais homogéneo possível.
3. Adicionar as farinhas, fermento, bicarbonato, sal até ficar misturado, sem ser em demasia.
4. Envolver os restantes amendoins.
5. Levar a assar cerca de 40 minutos ou até o teste do palito sair limpo.

Ainda por cima, este nosso amigo é super fácil de fazer!

Triturar, misturar, assar e, tchanam, sai um magnífico bolo.



O bolo fica muito fofinho e ligeiramente húmido, já que a massa é um pouco fluida.

Mas tem um sabor espectacular, com a harmonia entre a banana e o amendoim.



Além disso, com os amendoins inteiros na massa, acrescenta-se um novo nível de textura, tornando o bolo crocante.

Para quem tem azeite caseiro, como eu, não aconselho a usar. Eu usei e o sabor ficou um pouco pronunciado.

Se tiverem extra virgem, usem esse. Se não tiverem, usem óleo, para o sabor ser mais neutro e sentirem todo o esplendor da banana e do amendoim.



Vejam a textura da massa do bolo. Fica bonito não fica?

Por isso, nada de deitar essas casquinhas fora! Aproveitem-nas para um bolo fantástico e simples de fazer :)

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Dia 53 (6 de Maio de 2020).

Mais um dia de sol mas, para variar, por casa.

O A. continua nas suas aulas e hoje não é grande dia para sairmos até ao mato com os patudos porque dá aulas até tarde.

Por isso, vou fazendo as minhas aulas de Pilates e vou esticando as pernas no pátio.

Foi dia de mais umas bricolages cá por casa, assim como de limpezas nos quartos e cozinhas.

Sim, que isto não é só cozinhar. Em pouco tempo, uma cozinha fica num pandemónio e é preciso limpeza constante para que ela esteja decente.

E o dia, assim, passa num instante.

Ainda assim, há sempre tempo para fazer um bolo.

E já andava com vontade de um bom bolo com chocolate.

Ainda por cima, tinha uma nova forma para experimentar.

Finalmente, posso dizer que sou uma orgulhosa detentora de uma forma da marca americana Nordic Ware.

Elas são qualquer coisa de lindíssimas, dando uns feitios espectaculares aos bolos.

Eu tenho a forma mais vendida deles, a Heritage, uma forma em espiral. É tão linda, esta menina. E vocês vão ver depois como o bolo fica. Qualquer coisa de divinal!

#170 | Bundt Fudge de Chocolate

Ingredientes (para 1 forma de 25 cm aprox.)

. 225 gr de café, acabado de tirar
. 225 gr de mantega sem sal
. 64 gr de cacau em pó sem açúcar
. 390 gr de açúcar
. 3/4 colheres de chá de fermento em pó
. 1/4 colher de chá de bicarbonato de sódio
. 1 pitada de sal fino
. 240 gr de farinha de trigo sem fermento
. 2 colheres de chá de aroma de baunilha
. 2 ovos
. 115 gr de iogurte natural

Preparação

1. Pré-aquecer o forno a 180º.
2. Untar a forma com manteiga derretida e pincel macio, se necessário.
3. Em lume médio, aquecer a manteiga, café e cacau, mexendo até a manteiga derreter. Retirar do lume e deixar arrefecer cerca de 10 minutos.
4. Numa taça, misturar o açúcar, fermento, bicarbonato, sal e farinha.
5. Adicionar a mistura do café arrefecido aos secos e mexer até ficar homogéneo.
6. Noutra taça, misturar a baunilha, ovos e o iogurte, adicionando, depois à mistura da farinha com café.
7. Verter a massa para a forma e levar a assar entre 50 a 55 minutos, ou até o teste do palito sair limpo.
8. Deixar o bolo na forma a arrefecer numa grelha durante cerca de 10  minutos, antes de desenformar.

Olhem-me este bolo.



Os olhos também comem, e este Adónis culinário... Ui!

O bolo saiu sem qualquer stress, com as arestas bem definidas e a forma perfeita.



De qualquer ponto de vista, o raio do bolo é mesmo bonito. A espiral vista de cima, as "colinas" vistas de lado. Bolas...



E depois, abre-se e a felicidade continua.

É um bolo fudge, o que quer dizer que é ligeiramente mais "suculento" que o comum, tendo a sua aparência mais húmida.



O bolo é super brilhante, tanto por fora como por dentro. e tem uma cor espectacular, um castanho quente, que nos enternece o coração.

De sabor, cumpre o que um bolo de chocolate promete.

Decadência na boca, doçura no ponto certo, um toque mais intenso do café e do cacau.

Aconselho. até mesmo em receitas que não peçam, a usar um toque de café, nem que seja uma colher de chá de café solúvel. Tal como o sal, o café intensifica o sabor a chocolate.

E nós queremos o chocolate bem presente, não queremos, malta?



Se não tiverem destas formas, não tem qualquer problema. Uma forma de buraco comum serve perfeitamente.

Mas bolas! Os bolos sobem 4 ou 5 níveis nestas formas.

Umas autênticas obras de arte!

Se há aí menin@s que usam estas formas, acusem-se! Estou desejosa de ouvir as vossas dicas e de saber as receitas que vocês fazem nas formas :)

Sabor de Bolso
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Dia 31 (14 de Abril de 2020).

Hoje foi dia das compras semanais. Primeira vez a usar máscara para as compras.

Recomendo, mas odeio. O calor que aquilo faz, ai o calor. E os óculos a embaciar e eu ter de andar feita estúpida com os óculos na cabeça, como se fossem óculos de sol ou para eles não se tornarem óculos de não ver?

Mas é preciso. É imperativo. De nada nos vale gostar ou não gostar. É nosso dever cívico e, se pudermos e tivermos oportunidade, usem as máscaras sempre que possível.

Por isso é que hoje a receita chega mais tarde. Mas como é uma receita de lanche, amanhã ainda vão a tempo de a fazer.

Umas saborosas bolachas de chocolate, a que podem adicionar pedaços do que mais gostarem!

#151 | Bolachas de Chocolate

Ingredientes (para cerca de 10 bolachas - depende do tamanho que lhes derem)

. 170 gr de farinha de trigo sem fermento
. 45 gr de cacau em pó
. 1/2 colher de chá rasa de bicarbonato de sódio
. 1/4 colher de chá rasa de sal fino
. 40 gr de crème fraîche (podem substituir por iogurte natural)
. 190 gr de açúcar
. 125 gr de manteiga à temperatura ambiente
. 1 colher de chá de aroma de baunilha
. 25 gr de ovo batido
. 1 e 1/2 colheres de sopa de água quente
. Pepitas de chocolate ou lascas de chocolate (opcional)

Preparação

1. Com raquete/pá, bater a manteiga até ficar mais homogénea.
2. Pré-aquecer o forno a 180º e forrar um tabuleiro com papel vegetal.
3. Peneirar a farinha com o cacau, bicarbonato de sódio e sal. Reservar.
4. Bater a manteiga com o açúcar até ficar uma mistura mais clara e fofa.
5. Adicionar o ovo e a baunilha e bater.
6. Juntar o crème fraîche e bater novamente.
7. Adicionar a água e bater novamente.
8. Em velocidade baixa, juntar a mistura de farinha, só até ficar homogéneo. Juntar as pepitas ou lascas de chocolate, se usarem.
9. Com a ajuda de uma colher, moldar pequenas bolas de massa no tabuleiro (a massa vai espalhar um pouco, por isso deixem espaço entre as bolinhas.
10. Levar a assar entre 10 a 15 minutos (no meu forno, demoraram 13 minutos).
11. Colocar as bolachas numa grelha para arrefecerem.

Estas não são o tipo de bolacha que fica estaladiça e super ccrocante.



Ouve-se um pequeno crunch quando se trincam, mas por dentro são molinhas e suaves (como se diz em inglês: chewy - não encontro tradução para português).



Têm um sabor intenso a cacau e não são muito doces. Podem substituir o cacau por chocolate em pó, mas ficarão mais doces, pelo que poderão ter de cortar no açúcar. Ou não. Depende do vosso gosto.

Eu gosto delas pouco doces, a sentir bem o sabor a cacau.



Fiz um teste e coloquei lascas de chocolate com caramelo nalgumas, mas não notei muita diferença no sabor. Apenas no aspecto, que ficaram com um aspecto mais marmoreado devido à cor do chocolate.



Simples ou com aditivos, acreditem que são espectaculares. Eu gosto de as comer com um belo copo de leite frio, seja Inverno ou Verão.



Dá um lanche espectacular para os miúdos e vocês também sabem os ingredientes que elas têm e sabem o que lhes estão a dar.

Com certeza que têm menos aditivos que as de compra.

E olhem que boa forma de passarem mais tempo de qualidade com os vossos meninos.

Mini-chefs chamados à cozinha! :)

Sabor de Bolso
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Dia 26 (9 de Abril de 2020).

Quinta-feira. Véspera de feriado. Se é que faz alguma diferença nestes dias, a nível de dia da semana.

Mais um dia cinzento, com chuva e nuvens. Dia de exercícios de fazer doer as pernas e abdominais. Porque, se eu não faço nada, estou desgraçada.

Este blog dá-me demasiadas coisas boas para comer e eu tenho de estar atenta. Estes açucarezinhos e gordurazinhas todas vão para a barriga e para o sangue... Daí que, no meio disto, eu tenha de fazer refeições mais leves e menos calóricas.

Senão, estou feita.

Por isso, ontem mostrei-vos uma deliciosa refeição com salmão e, hoje, venho "estragar" tudo com um maravilhoso bolo de ananás.

Da Filipa Gomes.

Este grande senhora tem posto demasiadas coisas boas no seu Instagram. Só apetece comer tudinho!

Mas, ao fazer scroll, deparei-me com uma foto demasiado pecadora: Este bolo de ananás...

Fiquei imediatamente a salivar com aquele brilho. Tive de ir ver como se fazia.

E, pois bem. Aqui está!

Alterei algumas quantidades e o tipo de farinha porque era o que tinha cá em casa.

#146 | Bolo de Ananás

Ingredientes (para 1 forma de bolo inglês)

. 150 gr de manteiga à temperatura ambiente
. 200 gr de açúcar amarelo + 150 gr (para o caramelo)
. 4 ovos
. 1/2 lata de ananás em calda, em pedaços
. 50 ml da calda do ananás + 60 ml da calda (para o caramelo)
. 250 gr de farinha de trigo integral
. 3 colheres de chá de fermento em pó


Preparação

1. Pré-aquecer o forno a 180º.
2. Untar uma forma de bolo inglês e forrar com papel vegetal.
3. Bater a manteiga com o açúcar até ficar cremoso.
4. Adicionar os ovos e voltar a bater.
5. Juntar os 50 ml da calda de ananás e bater.
6. Envolver a farinha e o fermento.
7. Adicionar o ananás em pedaços, guardando alguns para o caramelo.
8. Verter para a forma e levar a assar entre 50 a 60 minutos ou até o teste do palito sair limpo.
9. Reservar o bolo e, numa taça, colocar os 60 ml da calda de ananás, o restante açúcar amarelo e os restantes pedaços de ananás.
10. Deixar ferver até escurecer e atingir o ponto de caramelo.
11. Desenformar um bolo e cobrir com o ananás caramelizado.

Só vos digo... Bendito caramelo! Aquilo dá cá um brilho ao bolo!



Quase que é preciso óculos de sol para olhar para ele!





Já no fim da cozedura, pus folha de papel alumínio por cima porque ele estava a tostar um pouco. Aliás, ele está um pouco moreno. Mas isso são pormenores.



Por dentro, ele fica húmido e bem docinho!

O sabor do ananás está lá, complementado pelos pedaços de ananás no meio da massa (no meu caso, mais de lado).



E o sabor do caramelo liga muito, muito bem com o bolo porque não é o típico sabor do caramelo. A calda está presente, o sabor do açúcar amarelo também.



A Filipa sabe bem o que faz. Oh, se sabe! E eu sou mais uma fã que vem corroborar essa teoria.

Experimentem, coloquem nas vossas redes sociais e identifiquem-me nas vossas fotos, assim como à Filipa, claro!

Obrigada, Filipa, por tal maravilha!

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Dia 13 (27 de Março de 2020).

Dia de uma pequena caminhada. Sim, uma caminhada. Se for sozinha e estiver em sítio isolado, não tem mal nenhum.

E que sítio mais isolado que uma floresta ou o meio do campo, onde não está ninguém? Além disso, desde que vá sozinha, é bom para a saúde. Tanto física como mental.

Esticar as pernas, que agora estou muito mais tempo sentada. Faço exercícios para a postura, para a lombar, para as costas e abdominais. O Pilates ajuda muito, mas as dores teimam em não desaparecer, ao acordar.

Por isso, a caminhada deverá ajudar a não ter sempre a postura meio curvada de estar no sofá ou numa cadeira.

Foi bom olhar para o verde do campo, o roxo, branco e amarelo das flores. A Primavera está a chegar.

Levei um dos patudos comigo, a Kinder, a única que se digna a ouvir-me e a obedecer quando anda solta. Não se preocupem, há muito espaço de quintal para eles correrem o dia inteiro, felizmente.

Mas foi bom vê-la a cheirinhar sítios novos, a correr de um lado para o outro e a chegar a casa e aterrar no sofá, cansada.

Foi dia de lavar roupa e loiça, para variar. Muita loiça se suja agora. A cozinheira não pára de sujar loiça, a desgracada :)

Dia de limpar o pó, arrumar coisas que já deviam ter sido arrumadas há dias, dia de lavar mantas. Enfim, coisas aborrecidas mas que têm de ser feitas.

E, para não estar sempre a comer o mesmo ao pequeno-almoço ou ao lanche, fiz um bolo.

Um bolo super simples de maçã. Mas com alguns ingredientes para o tornarem mais saudável e menos pecador.

Ainda assim, posso garantir-vos que é delicioso!

#135| Bolo de maçã saudável

Ingredientes (para 1 forma de bolo inglês)
. 260 gr de puré de maçã (usei açucarado - mas podem usar sem açúcar)
. 50 gr de óleo de girassol (podem substituir por óleo de coco derretido e arrefecido)
. 1 ovo
. 1/2 colher de chá de aroma de baunilha
. 93 gr de açúcar amarelo
. 1 colher de chá de bicarbonato de sódio
. 1/4 de colher de chá de fermento em pó
. 1/4 de colher de chá de sal fino
. 3/4 colher de chá de canela em pó
. 1/8 de colher de chá de noz-moscada
. 91 gr de farinha de aveia (triturei flocos de aveia e depois pesei)

Preparação

1. Pré-aquecer o forno a 180º. Untar uma forma de bolo inglês e forrá-la com papel vegetal.
2. Misturar o puré de maçã, óleo, ovo, baunilha e açúcar amarelo, até ficar homogéneo.
3. Adicionar o bicarbonato, fermento, sal, canela e noz-moscada.
4. Juntar a farinha de aveia e misturar bem com varas.
5. Verter a mistura para a forma e levar a assar cerca de 30 minutos ou até o teste do palito sair limpo.

Olhem que bonito bolinho!





Sendo usada farinha sem glúten, o bolo não cresce muito, pois não tem o glúten para reter as bolhas de dióxido de carbono libertadas durante a assadura, que fazem com que cresça. Isto de pastelaria tem muito de química!



Este bolo fica húmido, devido à presença do puré de maçã. Além disso, o óleo também lhe dá uma riqueza extra. Não é um bolo enqueijado, mas quase que fica. E conheço algumas pessoas que gostam bem do bolo assim :)



É um bolo super fofo, apesar da farinha de aveia, que geralmente seca um pouco os bolos. Mais uma vez, o puré de maçã ajuda nisso.

Eu não aprecio muito canela, mas tenho de admitir que fica divinal com o sabor da maçã. E a noz-moscada fica relativamente subtil (até porque, geralmente, é bastante intensa) mas combina muito bem.

Não precisa de muito açúcar porque o próprio puré também já o tem. Se usarem puré de maçã sem açúcar, provem a massa e ajustem a doçura ao vosso gosto.

Só vos posso dizer que metade dele já desapareceu... Mas o pecado não é muito grande, já que o bolo é (relativamente) saudável :)

Sabor de Bolso


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Dia 9 (23 de Março de 2020).

Após 9 dias de isolamento, foi o primeiro dia que acordei mais tarde! Tipo... 9 da manhã...

É incrível que são 7, 7 e meia, e já estou de olhos abertos. Sem despertador.

Sabe bem ficar um pouco na cama na ronha, mas chega a um ponto que as costas doem. Como doem agora, de passar demasiado tempo sentada.

Não descurei o pilates para a postura não ir à vida, mas passo muito mais tempo sentada que o que passava.

Ainda assim, vou fazendo outras coisas para passar o tempo: pintar prateleiras, um pouco de DIY (com uma estante para livros) e foi dia de sujar o wc para dar banho aos três Estarolas caninos. Imaginem a alegria deles...

Agora falemos de coisas que vos devem interessar mais.

A manhã foi dedicada à cozinha e estive em testes.

Fui desafiada por uma querida antiga professora de Biologia, a fazer esta receita:

Muffins de Limão

E cá fui testar a coisa. No entanto, não tinha todos os ingredientes. Não tinha farinha de amêndoa que chegasse. Portanto, fui pesquisar uma forma de a substituir por outra farinha igualmente mais saudável. E cheguei à conclusão que podia aumentar a quantidade de farinha de coco. E isso tinha em quantidade cá em casa.

No entanto, não basta fazer a proporção de 1:1. Encontrei várias proporções, várias opções, mas não foi fácil escolher uma. Então fui por este site: Dummies, e, para a quantidade de farinha de amêndoa da receita original (120gr), usei 1/4 da quantidade em farinha de coco (30 gr) e um ovo extra.

Além disso, recebi um desafio de uma amiga, J., para fazer receitas com o que as pessoas tivessem lá por casa. Isso deixou-me a pensar: É verdade que algumas receitas que cá coloco não têm os ingredientes mais comuns de uma despensa. E, nesta fase em que não devemos sair de casa, faz sentido utilizar ingredientes mais comuns para as pessoas fazerem mais facilmente as receitas.

Por isso, decidi colocar também uma receita de muffins de limão, mas com ingredientes que mais facilmente temos por casa.

Portanto, vamos ver as diferenças!

#131 | Muffins de limão e mel I

Ingredientes (para 6 muffins)
. 4 ovos batidos
. 76 gr de mel
. 25 gr de óleo de coco derretido
. 43 gr de farinha de coco
. raspa e sumo de 1 limão médio
. 13 gr de fermento em pó

Preparação

1. Pré-aquecer o forno a 180º. Untar uma forma de queques e colocar papel vegetal na base.
2. Misturar os ovos com o óleo de coco, sumo de limão e mel, batendo bem.
3. Adicionar a farinha de coco, raspa de limão e o fermento. Bater bem novamente.
4. Dividir a massa pela forma de queques e levar a assar durante cerca de 20 minutos ou até o testo do palito sair limpo.



Estes muffins não crescem muito devido à farinha de coco. Como não tem glúten, este não se desenvolve ao misturar os ingredientes e não guarda as bolhas de CO2 libertadas durante a cozedura, com o calor. Daí que fiquem mais achatados.

No entanto, os muffins ficaram super fofos. No seu sabor, distinguem-se os toques do limão, do mel e da farinha de coco. Esta farinha dá o seu sabor característico.





#131 | Muffins de limão e mel II

Ingredientes (para 6 muffins)
. 188 gr de farinha de trigo sem fermento
. 3 gr de fermento
. 1/4 colher de chá de bicarbonato de sódio
. 1/4 colher de chá de sal grosso
. 61 ml de leite (usei magro) + 1 colher de chá de sumo de limão, misturados (ou 61 ml de buttermilk, se tiverem)
. 1 ovo
. 51 gr de açúcar
. 45 gr de mel
. 45 gr de azeite (usei caseiro, mas podem usar extra-virgem)
. 1 colher de sopa de raspa de limão
. 1 colher de sopa de sumo de limão

Preparação

1. Pré-aquecer o forno a 180º.
2. Misturar a farinha com o fermento, bicarbonato e sal.
3. Noutra taça, bater os ovos com o açúcar, mel, leite (ou buttermilk), azeite, sumo e raspa de limão.
4. Adicionar a mistura anterior aos secos e mexer até ficar homogéneo. Não mexer demais, ou os muffins poderão ficar demasiado rijos.
5. Dispor a massa pelas formas e levar a assar durante cerca de 23 a 25 minutos, ou até o teste do palito sair limpo. 







O seu sabor divide-se no toque característico do mel e no sabor cítrico do limão. Devido à farinha e ao fermento, estes muffins crescem bem e ficam mesmo bonitos.

O facto de ter usado azeite caseiro também lhe confere o seu sabor. Se usarem azeite extra-virgem, provavelmente esse sabor irá desaparecer, já que este é muito menos intenso.

Agora, comparando estes dois meninos:



Vê-se bem a diferença de crescimento entre os dois muffins. Farinhas sem glúten, geralmente, produzem bolos mais baixinhos. Podem ajustar a quantidade de fermento, mas podem ficar com um bolo com sabor a fermento, o que não é lá muito agradável.



A textura do primeiro muffin lembra a do coco ralado. Quase que parece um bolo enqueijado. Mas é muito saboroso e, para quem gosta de coco, é uma boa forma de o incorporar numa receita.



A textura do segundo muffin é mais densa que a do primeiro, mas é normal.

Como vêem, apenas a alteração/adição de pequenas quantidades de certos ingredientes fazem toda a diferença em receitas tão parecidas.

Mas posso garantir-vos que qualquer um deles é óptimo para um lanche, com uma bela fatia de queijo e um caneca de chá bem quentinha.

Agora já podem ficar descansados. Aqui está uma receita que vocês podem fazer com as coisas ditas normais da despensa, e não andar a tentar adaptar e procurar formas de substituir ingredientes. Eu fiz esse trabalho por vocês, e com muito gosto :)

Sabor de Bolso


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