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  Sabor de Bolso

E voltamos nós ao mesmo.

Mais um confinamento. Mais uma consequência do típico comportamento de "não quebrar as regras", procurando incessantemente uma forma de as contornar.

E, por isso, como meninos mal comportados que somos, voltámos para casa.

Portanto, volto a virar-me para a parede e a pensar "o que vou fazer durante estes dias"?

E claro, a cozinha é uma das coisas.

Hoje, trago-vos uma receita feita pela minha mãe. Uma experiência que ela própria fez e depois passou-me o testemunho.

A primeira vez que fiz, pensei que estava a fazer mal, até conversar com a minha mãe e perceber que afinal a "tarte" é mesmo assim. Vocês vão perceber o que eu quero dizer.

E tenho a dizer-vos, é muito, muito boa!

#199 | "Tarte" de couve e chouriça


Ingredientes (para 1 "tarte" de +/- 20 cm)

. 1 cebola pequena picada
. 2 dentes de alho picados
. 12 colheres de sopa de farinha de trigo sem fermento
. 1 colher de chá de fermento em pó
. 1 copo pequeno de leite (+/- 200 ml)
. 3 ovos M
. 1/2 couve coração de boi, ralada ou cortada em juliana fina
. 1 chouriça sem pele, cortada em pedaços pequeninos
. Azeite q.b.
. Pimenta preta, orégãos e sal fino q.b.
. Queijo mozzarella ralado (eu não usei - esqueci-me de o pôr)

Preparação

1. Pré-aquecer o forno a 180º.
2. Numa frigideira com um fio de azeite, em lume médio, saltear a cebola, o alho e a couve.
3. Quando a couve amolecer, juntar a chouriça e temperar com sal, pimenta e orégãos (como a chouriça já era bem temperada, não precisei de adicionar sal). Reservar,
4. Untar uma tarteira com manteiga ou desmoldante e pôr papel vegetal na base.
5. Numa taça, misturar a farinha com o fermento, leite e ovos.
6. Colocar a massa na tarteira e verter o preparado de couve e chouriça por cima. Este preparado irá afundar-se um pouco na massa.
7. Colocar o queijo por cima e levar ao forno até dourar por cima.


Como podem ver, de tarte tem pouco :)

Eu, na primeira vez que fiz, achei a massa demasiado mole para ser uma tarte. Estava à espera que fosse uma massa para tender. Então coloquei mais farinha... E a massa continuava mole.

Tive de ligar à minha mãe para perceber porque raio a massa era tão mole e eu não conseguia pôr na tarteira. Foi aí que ela me explicou: Esta massa não é para tender. É mais uma massa tipo bolo.

Aaaah, ok. Assim faz sentido. 

Afinal não é uma tarte. É uma "tarte" :)



Fica uma massa fofinha, mas de sabor mais neutro, pois o "recheio" já tem bastante sabor. Se acharem que precisa de um temperozinho, sintam-se à vontade para temperar como mais gostarem.

Tal como disse na preparação, eu não coloquei sal no "recheio" porque a chouriça era bastante aprimorada, por assim dizer. A gordura e sabor que a chouriça largou na frigideira chegou para dar a quantidade necessária de sal. Vão provando e rectificando à medida que vão fazendo.


Ao cozinhar a couve, não deixem a cebola e alho dourar muito. O intuito é ela amolecer e ficar translúcida, cozinhando mais lentamente. A couve apenas precisa de amolecer um pouco, não é necessário deixar cozinhar muito (como eu deixei...), porque ela termina de cozinhar no forno e não fica muito rija.


Podem substituir a chouriça por outro enchido que vocês gostem, como por exemplo, linguiça ou até farinheira! Humm, farinheira parece-me muito bem...

A mesma coisa para o queijo usado. O mozzarella é um pouco mais neutro que outros queijos e, como já tem o sabor intenso da chouriça, complementa-se bem. Mas facam experiências, não tenham medo! Usem parmesão, queijo da ilha, blue cheese (ui!)... O que vos apetecer! O vosso palato vos dirá o que gosta mais.




Experimentem a fazer esta menina aí por casa e depois digam-me como correu :)

E já sabem. Protejam-se e fiquem em casa.

Sabor de Bolso
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No post passado, mostrei-vos um delicioso entrecosto assado, feito com paciência e dedicação.

Hoje, mostro-vos com que o acompanhei.

Umas deliciosas batatas crocantes, feitas no forno e que têm um aspecto um pouco diferente do habitual, devido à disposição destas meninas.

Não é nada complicado, leva pouca coisa e, ainda por cima, são mesmo, mesmo boas!

#191 | Batata crocante

Ingredientes (para 2 pessoas)

. 2 batatas médias
. 1 fio de azeite
. Sal
. Pimenta preta
. Orégãos secos picados
. Flor de sal


Preparação

1. Pré-aquecer o forno a 200º.
2. Se quiserem um resultado mais perfeitinho, aparar as partes redondas das batatas para ficarem mais uniformes.
3. Cortar as batatas em fatias bem finas (uma mandolina ajuda muito!).
4. Misturar as batatas com sal, pimenta e azeite.
5. Numa forma que possa ir ao forno, dispor as batatas em fila.
6. Levar a assar cerca de 1 hora ou até estarem douradas e crocantes.
7. Retirar do forno e polvilhar com os orégãos e flor de sal.

Digam lá se não é o acompanhamento perfeito para o maravilhoso entrecosto.






Se fizerem as batatas sem mais nada no forno, façam a receita tal como está.

No caso de terem lá o entrecosto, eu coloquei 20 a 30 minutos nos 150º do entrecosto e depois, quando aumentei para 180º, elas ficaram lá até ao fim, deixando mais 5 minutinhos que o entrecosto para dourarem.

É tão fácil de fazer, não é?

É pôr tudo no forno e está a andar de mota! :)


A flor de sal dá-lhe aquele toquezinho de salgado, perfeito na boca, além de dar uma textura crocante e diferente da da batata.

A batata tem o seu sabor mais suave, que é complementado pelos temperos que vocês lhe puserem.

O azeite vai ajudá-la a ficar crocante, ao mesmo tempo que lhe dá sabor. Se não gostarem do sabor do azeite, usem óleo.

Ainda por cima, podem adaptar às ervas/especiarias que têm aí por casa! Troquem os orégãos por tomilho, alecrim, salva... Usem paprika, pimentão doce... Mas não troquem a flor de sal. Isso não.

Estas meninas podem ser o vosso acompanhamento de hoje ao jantar, hum? Ou então... Porque não servir como aperitivo, em vez das tão usuais e normalíssimas batatas fritas de pacote?

Vão fazer um brilharete à mesa!

Sabor de Bolso
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Começou mais uma semana. Com uma das tempestades mais estranhas que já vi.

A semana passada foi muito quente. Suor de manhã à noite. Ontem, de repente, cai chuva, granizo como eu nunca tinha visto (onde cresci, nunca me lembro de tais pedregulhos) e trovoada com fartura.

Felizmente, não nos estragou grande coisa a nível de agricultura, mas os patudos cá de casa não andavam muito confortáveis.

À conta disso, o passeio higiénico foi adiado e acabou por ainda não se fazer.

Hoje foi dia de trabalho normal para o A. e eu estou em preparações para retomar ao trabalho.

Por isso, hoje saiu uma receita um pouco mais simples mas que faz um vistaço para quem vê de fora.

Além disso, é feita com aproveitamentos de carna já confeccionada, o que a torna super económica e versátil.

#184 | Wraps de couve com frango e manga

Ingredientes (para 2 pessoas)

. 2 peitos de frango cozidos e cortado em pedaços pequenos
. 250 gr de manga descascada e cortada em pedaços
. 1 dente de alho picado
. 65 ml de leite de coco
. 1 colher de sopa de mel
. 1 colher de sopa de molho de soja
. 2 a 3 colheres de sopa de azeite
. 4 a 6 folhas de couve branca
. Sumo de 1 lima
. Sal
. Pimenta preta

Preparação

1. Num processador de alimentos, triturar 1/3 do peito de frango com o molho de soja, leite de coco, alho, sal, pimenta e sumo de lima, até ficar uma pasta.
2. Adicionar os 2/3 restantes do peito de frango e pulsar no processador, só para misturar e não para triturar completamente.
3. Juntar a manga e o azeite e pulsar 1 a 2 segundos apenas.
4. Temperar com sal e pimenta.
5. Colocar as folhas de couve no microondas em potência máxima, durante cerca de 30 segundos, para amolecerem.
6. Dividir o recheio de frango pelas folhas de couve e enrolar, dobrando as pontas para baixo.

A Operação Bikini no Pátio ainda está de pé e a semana passada foi um pouco louca em termos de coisas mais calóricas. Por isso, hoje trouxe-vos uma refeilão mais ligeira.



São sabores super frescos e leves, ideais para o Verão que se avizinha.

O sabor suave do frango conjuga-se muito bem com a doçura da manga e do coco, companheiros inseparáveis em termos de sabor.

A soja dá um toque mais salgado à refeição, pelo que tenham isso em atenção quando temperarem.

Podem ainda adicionar mais sabores, como gengibre ralado ou em pó, erva-príncipe, salsa, orégãos... O que vocês gostarem mais e tenham em casa.

Eu optei por deixar mais simples, evidenciando mais os sabores dos ingredientes principais.

A textura do recheio é quase como um paté, já que triturei bem o primeiro terço do frango. No entanto, se gostarem de sentir mais os pedaços de cada alimento, simplesmente triturem menos!



E deixem-me dizer-vos que fica muito, muito bom.

Eu, pessoalmente, como bem 2 a 3 (ou mais) wraps destes numa refeição principal. Quase que se nem dá por ela. Posso acompanhar com uma salada de alface com framboesas ou morangos, por exemplo, mas neste caso nem comi com mais nada.

E fiquei satisfeita, oh se fiquei.



Podem ainda servir em doses mais pequenas, como uma entrada de um daqueles almoços de domingo, em pleno verão, com a churrasqueira a bombar e as minis no gelo.

E olhem que eles desaparecem depressa! 


Sabor de Bolso
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Dia de recomeço. Lento, mas de recomeço.

Dia de novos horários e rotinas, após tantos dias de confinamento.

Dias de olhar para os dias já de forma diferente.

Dias mais ocupados, que me condicionarão as visitas a este cantinho.

Dias a comer mais vezes fora de casa, logo haverá menos receitas salgadas.

Mas os docinhos vão continuar, não se preocupem.

Entretanto, esta foi uma das receitas que se experimentou cá em casa durante a quarentena.

Mais uma opção vegetariana deliciosa e cheia de nutrientes e coisas boas.


#181 | Cogumelos recheados

Ingredientes (para 2 pessoas)

. 4 cogumelos Portobello pequenos (ou 2 grandes)
. 15 ml de vinagre balsâmico
. 1 colher de café de flocos de malagueta seca
. 1 colher de café de paprika
. 450 gr de feijão vermelho cozido, lavado e escorrido
. 1/2 cebola picada
. 250 gr de tomate pelado picado
. 150 gr de espinafres (usei congelados)
. 1 fio de azeite
. Sal
. Noz-moscada
. Pimenta preta


Preparação

1. Limpar os cogumelos sem água, passando levemente um pincel em toda a sua volta. Retirar os pés.
2. Misturar o vinagre balsâmico, a malagueta e a paprika.
3. Pincelar a mistura anterior nos cogumelos e reservar.
4. Entretanto, aquecer o azeite numa frigideira e refogar a cebola até ficar translúcida e macia.
5. Adicionar o tomate pelado e mexer, deixando cozinhar cerca de 2 minutos.
6. Juntar o feijão e temperar com sal, pimenta e noz-moscada, deixando cozer cerca de 5 minutos, mexendo ocasionalmente.
7. Se usarem espinafres congelados, descongelá-los levemente no micro-ondas, tapados com película perfurada durante 1 minuto e 30 segundos.
8. Adicionar os espinafres ao feijão e desligar o lume, mexendo bem para permitir o calor impregnar nos espinafres.
9. Aquecer uma chapa e grelhar os cogumelos até ganharem um pouco de cor.
10. Servir os cogumelos inteiros com o recheio de feijão.

E assim, sem carne nem peixe, têm uma refeição cheia de proteína, presente no feijão vermelho.



Não ficam com fome, acreditem. Cá em casa, comemos bastante bem e ficámos saciados.

Acompanhámos os cogumelos com uma salada de alface de tomate. Simples, mas que funciona sempre.



O recheio é muito saboroso, com o sabor inconfundível do feijão, a ser complementado pela ligeira acidez e doçura do tomate. O espinafre dá um toque de frescura acídica e claro que vegetais nunca são demais.

Podem, ainda, acrescentar um dente de alho picado ao refogado da cebola, para mais um nível de sabor. Eu não tinha em casa, senão tinha posto.

Os cogumelos Portobello têm um sabor característico, um pouco térreo e adocicado, pelo menos para mim.



São uma boa opção para criar um prato original e bonito, sem necessidade de mais guarnições.

Em tamanho mais reduzido ou até utilizando cogumelos mais pequenos (como os marron ou de paris), são uma excelente opção para uma entrada.



E se quiserem torná-los não vegetarianos, bacon picado, queijo mozarella gratinado ou cubinhos de chouriço são sempre elementos que ligam muito bem com o que vos apresentei aqui.

Por isso, não se acanhem e venham de lá esses cogumelos que hoje é dia deles :)

Sabor de Bolso
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Dia 45 (28 de Abril de 2020).

Estão a ver aqueles dias em que não têm apetite para nada?

Hoje é um daqueles dias. Desmotivantes.

Não sei porquê, mas sei que muitos nos sentimos assim, de vez em quando.

Até o exercício custou, até as compras semanais custaram. Hoje só me apetecia não fazer nada. E não é muito normal em mim.

Talvez seja do tempo...

Nem vontade para estar na cozinha. Ando em testes, mas as coisas não parecem correr grande coisa. Eu sei que a experiência não é muita (o que potencia o falhanço de principiante), mas não veio ajudar em nada.

Enfim.

Ainda assim, temos que comer e então, para a noite, sai uma sopa muito simples, sem grandes quês.

Basicamente, espetar tudo para dentro da panela e já está. E fica mesmo boa!

#164 | Creme de Brócolos e Courgette

Ingredientes

. 15 floretes de brócolos (frescos ou congelados)
. 2 courgettes grandes (cerca de 1 kg) em rodelas
. 1 dente de alho cortado ao meio
. 1 cebola média em pedaços
. Azeite
. Sal

Preparação

1. Numa panela, colocar os brócolos congelados, courgettes, alho e cebola.
2. Adicionar água só até cobrir os legumes e temperar com sal e um fio de azeite.
3. Levar ao lume até os legumes estarem cozidos.
4. Se virem que parece haver muito líquido, reservem algum. Mas não deitem fora (eu reservei).
5. Triturar tudo até ficar com consistência de creme. Se necessário, adicionar um pouco do caldo.
6. Rectificar os temperos.

E já está. Perfeita para aqueles dias preguiçosos, como hoje.



Ao caldo que poderão ter reservado, congelem.

Eu usei os Snack Bag da Silvex para o fazer e funcionou muito bem. Como tem uma espécie de cola em cima, aquilo é pôr o líquido lá para dentro e fechar.



Segundo a marca, é uma "Embalagem com sistema de abertura fácil, permitindo retirar 1 saco de cada vez. Sacos com fecho adesivo, para abrir e fechar o saco várias vezes."

Confirmo. E o fecho adesivo funciona várias vezes. Pode ir ao congelador que não perde a cola. O meu caldo está congelado, neste momento, e (graças ao senhor que) não vazou nada.

Desde já agradeço à Silvex o fantástico cabax de produtos que me enviou. Já utilizei alguns e gostei muito.

Quando oportuno, falarei de alguns deles.

No meu instagram irei colocar as fotos do procedimento, mas não tem nada que saber.

O creme pode ficar mais ou menos espesso, conforme o vosso gosto. Eu deixe este um pouco mais líquido mas, com o azeite a emulsionar, ficou cremoso à mesma.



No final, antes de triturei, tirei alguns floretes de brócolos para os servir inteiros. Fica um prato mais bonito e dá mais uma textura ao creme.

Não é um prato com um sabor muito intenso, já que os seus ingredientes são suaves. No entanto, sentem, principamente, o sabor dos brócolos.

E a cor, tão bonita que é. Um verde, a lembrar a primavera, que teima em não chegar.



Por isso, se estiverem em dias não, ainda assim podem fazer algo delicioso, com pouca coisa e sem trabalho nenhum.

Deixem a sopa a cozer. Sentem-se no sofá e descansem. Vão fazer scroll no telemóvel e aproveitem para espreitar as receitas do blog ;)

Sabor de Bolso
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Dia 41 (24 de Abril de 2020).

Hoje foi dia de esticar as pernas. Uma caminhada para aproveitar o sol e ir comprar legumes ao mini mercado da aldeia.

A deliciosa sopa de grão do jantar acabou e hoje sai outra sopa.

Em breve, coloco a receita aqui para vocês fazerem também.

Hoje foi dia de voltar à despensa e congelador.

Uma receita de conservas que 80% de nós temos aí por casa e, muitas vezes, acabam esquecidas.

Com esta fase de cortes nos salários e falta de trabalho, também são necessários pratos que sejam mais económicos mas, ao mesmo tempo, saciantes e saborosos.

Daí que traga um prato tradicional: Ervilhada.

Mas, desta vez, a aproveitar as latas de salsichas perdidas aí na despensa. Normalmente, usa-se chouriço ou presunto. Mas são alimentos um pouco mais caros que as salsichas e, com elas, sai um prato igualmente saboroso.

#161 | Ervilhada de salsichas e ovos escalfados

Ingredientes (para 2 pessoas)

. 600 gr de ervilhas congeladas
. 1 lata de 8 salsichas em rodelas
. 50 gr de bacon (opcional - eu usei porque tinha lá para gastar)
. 2 ovos
. 2 folhas de louro seco
. 150 ml de polpa de tomate (se tiverem tomate pelado, usem 2 tomates pelados e 2 colheres de sopa de polpa de tomate)
. 1 dente de alho picado
. 1/2 cebola média picada
. Sal
. Pimenta preta
. Azeite
. Água

Preparação

1. Em lume médio, aquecer um fio de azeite e refogar a cebola, alho, bacon (se usarem) e o louro, sem dourar.
2. Adicionar as salsichas e deixar ganhar um pouco de cor.
3. Juntar a polpa de tomate e mexer.
4. Adicionar as ervilhas e água até quase cobrir as ervilhas.
5. Deixar cozinhar até as ervilhas ficarem mais tenras (6 a 7 minutos), juntando um pouco de água, se for necessário.
6. Partir os ovos para uma taça e, cuidadosamente, colocar o ovo no tacho, deixando cozinhar mais 5 a 6 minutos, de modo a que a clara coza, mas a gema fique líquida.

E está feito!

Um prato cheio de cor, texturas e muito, muito sabor.



Convém que o prato tenha algum molho, para que o ovo tenha líquido onde cozer.

Além disso, não façam como eu e não se distraiam com os ovos a cozer. eles são matreiros, malta.



As salsichas não precisam de muita cozedura, mas eu gosto de as refogar um pouco para ganharem sabor e caramelizarem um pouco à volta.



As ervilhas tenras, mas com textura. Não queremos cá ervilhas todas pisadas e molengas. Textura é fixe!



Eu acompanhei com massa couscous, que tinha cá em casa para gastar. Mas acompanhado com pãozinho ou uns croutons (para limpar o prato, claro!), é um excelente almoço simples, mas muito bom.

E, além disso, não nos faz ter que doar um rim para o fazer :)


Sabor de Bolso
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Dia 29 (12 de Abril de 2020).

Domingo de Páscoa. Espero que tenham todos tido um bom almoço, junto de quem mais amam, dentro do possível.

Aqui foi passado em família, sem quebrar as regras, calma.

O Bolo de Pêssego de ontem foi uma das sobremesas e, em breve, colocarei a receita do bacalhau com natas que fiz (se calhar, sem foto, que sobrou muito pouco..)

Para relaxar o estômago (porque estes dias, a malta estica-se um pouco, não é?), trago-vos uma receita reconfortante e saborosa, que não tem mais de 5 ou 6 ingredientes e é saudável.

Além disso, podem ir novamente à despensa buscar mais umas latas de conservas que compraram para a sobrevivência desta fase.

Um creme de cogumelos para o jantar. Que vos parece?

#149 | Creme de Cogumelos

Ingredientes (para 6 pessoas)

. 600 gr de cogumelos de paris enlatados (podem usar frescos), escorridos e passados por água
. 1 cebola pequena picada
. 1 fio de azeite
. 1 colher de chá de salva seca picada
. Sal
. 3 cogumelos de paris frescos laminados (opcional)

Preparação

1. Numa panela em lume médio, refogar a cebola com os cogumelos (este passo é opcional, mas dá mais sabor).
2. Juntar água até cobrir, temperar com a salva e sal e deixar cozinhar 20 a 25 minutos.
3. Triturar e passar por um coador de malha média (torna o creme mais homogéneo, mas passar por um coador é opcional).
4. Saltear os cogumelos frescos num fio de azeite e temperar com sal e salva (opcional).
5. Servir o creme com os cogumelos salteados e um fio de azeite por cima.

Meia dúzia de ingredientes e meia dúzia de passos e têm um jantar tão bom e perfeito para recuperar do almoço.



É um creme ligeiramente consistente mas, se preferirem mais líquidos, juntem um pouco de água. Eu gosto dos cremes para os espessos.

Se tiverem um robot de cozinha, triturem lá a sopa que ficará mais homogénea do que usando a varinha mágica.

Não há como fugir. O seu sabor é mesmo a cogumelos. Mesmo sendo enlatados, o sabor está lá.



A salva é uma erva aromática que liga muito bem com os cogumelos mas, se não tiverem, orégãos ou tomilho também funciona muito bem.



Os cogumelos salteados vêm dar um toque de crocante e textura ao creme, além de que acentua o sabor dos cogumelos.

Uma receita muito simples e humilde, mas que vos encherá o estômago de conforto.

Além disso, podem dar uso às conservas que têm aí por casa :)

Sabor de Bolso
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Dia 18 (1 de Abril de 2020).

Um novo mês a começar, fechada em casa. Podia ser a mentira de 1 de Abril, mas não é.

Hoje nem os pés pus na rua.

Passei praticamente o tempo todo na cozinha, para variar. A testar receitas, a praticar as coisas que fui aprendendo, para ver se apanho o jeito.

As coisas não estão perfeitas e os materiais e ingredientes não são muitos (estou a praticar com o que tenho em casa, para não ter de sair), mas acho que as coisas estão a correr bem.

Após algum desespero com as temperaturas, a coisa foi correndo bem.

Se tiver coragem, depois mostro-vos.

Entretanto, tal como prometido, venho aqui trazer-vos a receita dos nachos, para hoje fazerem uma super entrada para o jantar de hoje ou almoço de amanhã, quem sabe.

Tem mais passos que o guacamole, mas é tão simples de fazer que até parece mentira!


#140 | Nachos caseiros

Ingredientes (para 4 pessoas - dependendo da fome)

. 140 gr de farinha de milho
.  60 gr de azeite
. 60 gr de água
. sal fino q.b.
. 1/2 colher de chá de caril em pó
. 1 colher de chá de paprika (se não tiverem, usem pimentão doce)
. Pimenta preta moída q.b.
. 1 colher de sopa de coentros secos (se não gostarem, podem substituir por outra erva)

Preparação

1. Pré-aquecer o forno a 190º.
2. Misturar todos os ingredientes, amassando até ficar uma bola.
3. Em superfície enfarinhada ou entre 2 folhas de papel vegetal, tender a massa até ficar com cerca de 2 mm de espessura.
4. Com uma faca, fazer marcas na massa, de modo a criar quadrados e, depois, voltar a passar a a faca na diagonal dos quadrados, de modo a criar triângulos.
5. Levar a assar entre 12 a 14 minutos (vai depender do vosso forno, por isso, vão vigiando os meninos).
6. Retirar do forno e deixar arrefecer antes de os separar.

Esta massa vai-vos parecer um pouco quebradiça, mas é mesmo assim.



É super fácil de fazer e, apenas ao fazer as marcas com a faca, eles dividir-se-ão sem problemas. Sejam é gentis que eles não gostam de muita pancada e partem facilmente.

Os nachos foram feitos para acompanhar o Guacamole que vos apresentei ontem e ligam muito bem.



O caril vem ajudar na cor alaranjada dos nachos e também lhes dá algum sabor. Se não apreciarem muito o sabor a caril, diminuam a quantidade.
As ervas também ficam à vossa escolha. Geralmente, os coentros são bastante utilizados mas, pessoalmente, eu não gosto deles frescos. Aqui, usei secos e não deram o sabor que os frescos têm (felizmente, para mim). Acredito que tomilho, orégãos ou salva também fiquem muito bem.





 Com uma cerveja de um lado, o guacamole e os nachos do outro, e um belo filme à frente, garanto-vos óptimo serão garantido.

Uma boa ideia para fazerem hoje à noite, não? :)


Sabor de Bolso


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Dia 17 (31 de Março de 2020).

E com isto, 17 dias já lá foram. Parece que passaram meses. Uma pessoa já nem tem bem noção dos dias, das horas. E, com a mudança da hora, pior ainda.

O ser humano é um bicho de hábitos e custa a adaptar-se. Mas aos poucos, todos estamos a fazer o nosso papel e a contribuir para a saúde, não só a nossa como a de todos.

Tal como já disse em posts anteriores, ao jantar, comemos sempre sopa e, quando apetece, um prato mais ligeiro a seguir: Uma salada de atum, de frango ou até só de ovo.

Mas, desta vez, quis experimentar a fazer guacamole. Nunca tinha feito e parecia-me o snack perfeito para terminar o jantar e ir petiscando conforme se via um filme.

Guacamole é uma iguaria de origem mexicana. É um molho espesso que, tradicionalmente, se acompanha com pico-de-galo (uma espécie de vinagrete) e natas azedas.

No entanto, muitas vezes, é usado como entrada e é acompanhado de nachos para ir buscar pedaços do molho e comer assim.

E assim foi. Guacamole caseiro com nachos caseiros, pois claro.

Hoje trago-vos a receita do guacamole e, amanhã, já sabem: receita de nachos!


#139 | Guacamole

Ingredientes (para 1 taça pequena)

. Polpa de 1 abacate
. 1 dente de alho bem picado
. 1 colher de sopa de azeite
. Sumo de 1/2 lima
. Sal fino
. Pimenta preta moída
. 1 gota de tabasco ou piri-piri (opcional)

Preparação

1. Numa taça, esmagar a polpa de abacate e adicionar os restantes ingredientes, mexendo bem.



Done! 1 passo apenas, hum!

Misturar tudo e já está!

E posso dizer-vos que fica bem bom! A acidez da lima e o dente de alho cortam um pouco a riqueza do abacate, que pode ficar um pouco enjoativo sem nada. O tabasco, se usarem, também dá um toque de "México" à coisa (lol) e aguça os sentidos.



Podem esmagar mais ou menos o abacate. Eu deixei alguns pedaços maiores para ter um pouco mais de textura.



Mas os nachos irão ajudar também nessa parte.

Como vêem, nada mais é que um puré de abacate bem gostoso e interessante.

Claro que há muitas e muitas versões de guacamole. Esta é das mais simples e básicas, mas que vos permite saber como é que o guacamole deverá saber.

Depois são completamente bem-vindos a adicionar sabores, ervas, temperos... O que quiserem!

Isto dá uma rica entrada, oh se dá! Por isso, quando voltarem às compras (caso não tenham em casa), tragam uma lima e um abacate.

Não se irão arrepender! 
Sabor de Bolso


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Eis que a desaparecida regressa.

Algumas coisas mudaram na minha vida. Especialmente o tempo.

Hoje em dia, além de trabalhar numa cozinha, estou também a dar os primeiros passos como formadora.

Está a ser um desafio interessante: Dores de cabeça? Ui, muitas! 

Noites mal dormidas? Quanto baste!

Olhos a doerem das longas horas no computador, a planificar e organizar as aulas? Credo!

E, por fim, satisfação imensa de ver os meus formandos bem dispostos e a gostar das aulas que dou e do que aprendem? Tanta, tanta, tanta! :)

Tenho cozinhado muito mais em casa do que até há uns tempos atrás, como forma de testar e planear o que eles vão fazer nas aulas. Mas o pouco tempo que sobra, é para descansar os olhos, a cabeça, o corpo e a mente.

Daí que o blog tenha ficado um pouco para trás. Não esquecido, apenas adiado.

Tenho muitas receitas para colocar por cá mas, para já, vão ter de ser pacientes comigo até conseguir ter tudo organizado como deve ser.

No entanto, devido ao pedido de pessoas por algumas receitas que tenho mostrado pelas redes sociais, vim de fugida ao blog.

Foi-me pedida a receita da massa brioche, cujo bom aspecto das fotografias conseguiu cativar visitantes do meu Instagram :)

Por isso, aqui está ela!

Mas, antes, apenas uma breve explicação do que é a massa Brioche.

A massa Brioche é uma massa de origem francesa, de sabor levemente ácido, crosta dourada e crocante, que contrasta com um interior super fofinho e rico.

É considerada uma massa lêveda, isto é, que necessita de tempo para crescer e desenvolver-se, geralmente usando fermento seco ou fresco de padeiro.

Esta massa sofre, geralmente, uma dupla fermentação, o que lhe vai conferir sabor e textura.

É uma receita que demora algum tempo a fazer mas, acreditem. A espera compensa e muito!


#121 | Massa Brioche


Ingredientes (para 2 brioches em forma de bolo inglês)

. 500 gr de farinha de trigo sem fermento
. 25 gr de fermento fresco de padeiro
. 50 ml de leite morno
. 10 gr de sal fino
. 6 Ovos
. 25 gr de Açúcar granulado branco
. 250 gr de manteiga sem sal


Preparação

1. Peneirar a farinha, açúcar e sal para a taça da batedeira.
2. Em velocidade baixa, bater com gancho, para incorporar os secos.
3. Dissolver o fermento no leite e adicionar à farinha.
4. Adicionar os ovos e bater em velocidade média/baixa, batendo nos lados da taça para a farinha incorporar melhor.
5. Quando a farinha estiver toda incorporada, aumentar a velocidade e bater até que a massa comece a descolar das laterais da taça.
6. Aos poucos, adicionar a manteiga, incorporando a vez seguinte apenas quando a anterior estiver completamente misturada.
7. Quando a manteiga estiver toda incorporada, aumentar a velocidade no máximo e bater até a massa estiver completamente descolada das laterais.
8. Com a raspadeira, empurrar as laterais da massa para o centro, para garantir que toda a massa ficou junta.
9. Tapar com um pano e deixar levedar 2 horas a cerca de 25 a 30º, até dobrar de volume.
10. Retirar da taça e, numa superfície enfarinhada e com farinha por cima, esticar um pouco a massa para retirar algum ar.
11. Num tabuleiro polvilhado com farinha, colocar a massa e polvilhar também com farinha por cima.
12. Levar ao frio, no mínimo, 2 horas, envolvida em película aderente.
13. Retirar do frio e, em superfície enfarinhada, tender a massa no formato desejado. Colocar a massa num tabuleiro de ir ao forno.
14. Deixar a massa descansar 30 minutos.
15. Pré-aquecer o forno a 180º.
16. Pincelar a massa com gema e água e levar ao forno cerca de 35-40 minutos.
17. Antes de cortar, aguardar uns minutos para que a brioche arrefeça.




~~


Olhem para esta cor!

Fica tão bonito!

E muito saboroso. Tem o típico sabor adocicado, mas ligeiramente ácido, do brioche.

Massa esponjosa e fofinha, sabe tão bem comer, até sem nada!

Mas atenção que esta massa não aguenta muito tempo, sem que comece a ganhar bolor.

Portanto, façam lá o esforço de a comer num instante!

Sabor de Bolso
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Pão e queijo num só. Há lá coisa melhor?

Esta iguaria brasileira junta o melhor de dois mundos neste dito biscoito seco, por fora crocante, por dentro uma fofura.


E vão já descobrir quão versátil pode ser!

#112 | Pão de Queijo


Ingredientes (para cerca de 20 pães)


. 500 gr de polvilho (usei uma mistura de azedo e doce, mas podem usar só um deles)
. 375 gr de queijo ralado (usei queijo da ilha)
. 250 ml de água
. 125 ml de óleo
. 1/2 colher de sopa rasa de sal
. 2 ovos



Preparação


1. Ferver a água com o óleo e o sal.
2. Verter sobre o polvilho e misturar bem até amornar. Vai ficar uma pasta grossa.
3. Adicionar o quejo e mexer bem para derreter.
4. Um a um, colocar os ovos até a mistura amolecer, mas sem ficar muito líquida.
5. Com as mãos untadas com óleo, fazer pequenas bolas do aparelho e colocar num tabuleiro com papel vegetal.
6. Levar ao forno a 180º durante 15 minutos ou até estarem dourados.

De salientar mais uma vez que as mãos devem estar untadas com óleo. Acreditem, experimentei sem nada e os meus dedos colaram à massa que foi um mimo!




Possuem um sabor intenso a queijo (duh), que pode ser minimizado se usarem um queijo menos forte, como o mozzarella. Por fora é crocante, mas não em demasia. E por dentro, é uma nuvem de sabor fofinha e leve.

Fui um pouco mais longe e recheei-os com elementos doces e salgados. Nuns, coloquei marmelada caseira, e noutros pedaços de chouriça, também ele caseiro. Qualquer um liga muito bem com o sabor do queijo. Podem mantê-lo sem nada, como o original, ou podem rechear com outras compotas, chutney, charcutaria, e até mais queijo, para ele derreter. hummmmm

Vêem? De uma simples receita, podem criar muuuuitas mais :)

Sabor de Bolso
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Outono é sinónimo de comida quentinha. Têm estado dias tão frios, mas tão frios, que só sabe bem uma sopa ou um creme...

E quando temos em casa uma abóbora e courgette caseirinhas, não se pode desperdiçar!

Para um toque original e um calor subtil, juntei o gengibre e a combinação ficou espectacular!

#104 | Creme de Abóbora, Courgette e Gengibre 

Ingredientes (para 6 pessoas)

. 400 gr de abóbora descascada e cortada em pedaços
. 1 courgette média cortada em pedaços
. 1 colher de chá de gengibre
. Água
. Azeite
. Sal

Preparação

1. Num tacho, colocar a abóbora e a courgette com um fio de azeite, e cobrir com água.
2. Deixar cozinhar durante 25 minutos ou até os legumes estarem tenros.
3. Temperar de sal.
4. Triturar a sopa até ficar um creme, adicionar o gengibre, rectificar o sal e voltar a triturar.



Em 25 minutos (mais ou menos), têm uma refeição aconchegante, que vos abraça o estômago.

Se não gostarem de gengibre, basta não o porem e continuam com uma sopa maravilhosa.

Eu gostei do kick que o gengibre dá, não corta a doçura da abóbora, mas complementa-a muito bem.

A courgette é uma óptima substituta da batata e, como tem um sabor suave, não mascara a abóbora.

Experimentem que não se vão arrepender!

A minha sugestão vai para juntarem, por cima, uns frutos secos torradinhos. Vai ficar cinco estrelas! :)

Sabor de Bolso
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Eu e massas não nos damos muito bem. Há qualquer coisa nelas que não gosta de mim :p

Mas uma pessoa não pode desanimar e vai tentando fazer algumas coisas mais simples e boas, para ver se a relação começa a resultar :)

Desta vez, a batalha foi com a massa filo. Fui à tradicional mistura de maçã e alheira, num cestinho de massa filo. E não é que ficou bom?

#103 | Cesto de Alheira e Maçã

Ingredientes (para 4 pessoas)

. 100 ml de água
. 35 gr de manteiga
. 650 gr de maçãs Granny Smith, descascadas, descaroçadas e em pedaços (eu utilizei 3 maçãs grandinhas)
. 1 maçã Granny Smith, descascada e cortada em cubinhos de 0,5 cm
. Sal
. 1/2 alheira
. 4 gemas (testei com ovos de galinha e codorniz)
. Tomilho
. 120 gr de massa filo

Preparação

1. Num tacho, levar ao lume a água, manteiga, 1 pitada de sal e as 650 gr de maçãs, e tapar.
2. Em lume médio, deixar cozinhar até as maçãs estarem molinhas (demorou-me mais ou menos 10 minutos).
3. Triturar a mistura até ficar um puré. Se necessário, passar a mistura por um peneiro para ficar mais suave (eu usei a varinha mágica e não passei). Reservar.
4. Pré-aquecer o forno a 180º. Retirar a pele à alheira, parti-la em pedaços e saltear sem gordura.
5. Adicionar os cubos de maçã e o tomilho e deixar ganhar cor, mexendo. Reservar.
6. Cortar a massa filo em quadrados, num tamanho que vos agrade para os cestinhos. (Conforme vão cortando, mantenham o resto da massa dentro dum pano húmido, para não secar).
7. Dispor várias camadas de massa filo, umas em cima das outras, pincelando com azeite ou manteiga derretida entre cada camada (eu fiz 4 camadas e pincelei com azeite).
8. Numa forma de muffins untada, colocar as folhas de massa filo, uma a uma, até fazer um cestinho (vão rodando as folhas conforme as vão colocando, para terem cestinhos com, pelo menos, 4 bicos).
9. Levar ao forno até alourar (demorou-me 5 a 7 minutos).
10. Deixar arrefecer um pouco e desenformar.
11. Colocar um pouco de puré de maçã dentro do cesto. Por cima, colocar alheira e cubos de maçã.
12. Com muito cuidado, colocar um gema no topo, sem a partir.
13. Levar ao forno durante 2 a 3 minutos, de modo a que a película da gema coza, mas o interior permaneça líquido.







Nas fotos, vêem os diversos testes que fiz e podem ver que isto não é uma cozinha perfeita. Nem sempre corre como nós queremos, mas não é por isso que se desiste!

Nalguns testes, a gema quebrou. Noutros, cozeu demais. Mas nem por isso, ficou menos bom!

O doce da maçã, o salgado da alheira, o aroma do tomilho e a riqueza da gema, formam um quarteto de sabores perfeitos, numa fantástica harmonia. A massa filo confere textura, com o crocante, e dá um toque de torrado, que liga muito bem!

Podem confeccionar todos os elementos com antecedência (com excepção da gema) e, no fim, finalizar no forno!

Entrada simples, mas elegante. Elaborada, mas rápida. Há lá melhor combinação? :)

Sabor de Bolso
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E já vamos no post #100! Há quase dois anos que tenho este cantinho dedicado às minhas experiências na cozinha e, apesar de a audiência ainda ser pequenina, não me importo. É onde posso mostrar o que faço, os meus sucessos e falhanços.

Há receitas que correm maravilhosamente bem, outras nem tanto, mas e daí? Não é a Cozinha um cenário de altos e baixos? Então não desanimo e continuo!

O tempo não é muito e nem sempre me é possível apresentar uma receita por semana, mas o blog não pára!

Desta vez, uma receita tão simples, mas tão simples, que é temperar, pôr no forno e já está! Uma entrada maravilhosa!

#100 | Requeijão assado

Ingredientes

. 1 requeijão à vossa escolha
. Orégãos secos
. Azeite
. Malagueta seca picada
. Sal
. Pimenta


Preparação

1. Num tabuleiro de ir ao forno, temperar o requeijão com os restantes ingredientes.
2. Levar ao forno a 180º durante 10 minutos ou até estar firme e com o topo dourado.




Algum dia viram uma receita só com dois passos?? Já está!

O requeijão fica lindo apresentado na ardósia com a malagueta, devido ao contraste de cores. Mas atenção, com aquela quantidade de malagueta, o menino fica picantezinho! :p

A receita não tem quantidades porque depende muito do vosso gosto. Pessoalmente, para a próxima, coloco menos malagueta e mais orégãos, e deixo tostar um pouco mais. Como o topo estava recheadinho de sabor, tive receio de deixar queimar e tirei um pouco antes.

Mas ficou muito interessante! Servido só assim, está óptimo! Mas podem acompanhar com uns frutos secos, uns legumes salteados ou tomate seco.

Num daqueles dias mais preguiçosos mas que lhes apetece um miminho, olhem que entrada tão boa! :)

Sabor de Bolso
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Os clássicos ficam sempre bem em qualquer época do ano, em qualquer mesa. 

E se há clássico que eu gosto, são os deviled eggs, ou ovos recheados em português. 

Uma entrada super rápida, simples e versátil. 

No estágio, fui desafiada a colaborar na confeção da refeição da família, um pouco mais ao estilo buffet, e este clássico fez um brilharete! 

Com ovos cozidos e um pouco de maionese é algumas variações, o céu é o limite! 

#91 | Deviled Eggs (Ovos recheados)

Ingredientes

. 4 ovos
. 2 colheres de sopa de maionese (vai depender do vosso gosto, mas convém que o creme tenha alguma consistência)
. Sal q. B. 
. Pimenta preta q. B. 
. Paprika, cebolinho, ou outra erva aromática ou especiaria (opcional)


Preparação

1. Numa caçarola, colocar os ovos e água fria até os cobrir. 
2. Levar ao lume até a água levantar fervura. 
3. Deixar cozer durante 8 minutos (quando a gema fica sólida).
4. Retirar do lume, arrefecer em gelo ou água fria e descascar. 
5. Separar a gema da clara com cuidado, para não partir a clara. 
6. Esmagar a gema com um garfo e adicionar a maionese.  Envolver bem até ter uma textura homogénea. 
. Opcional: misturar especiarias ou ervas aromáticas ao vosso gosto. 



Neste caso, quis manter a apenas a base, e só polvilhei com cebolinho por cima.

Mas, sendo esta receita tão versátil, vocês podem juntar praticamente tudo o que quiserem: Bacon estaladiço picado, tomate, caril...  enfim, é um mundo a ser explorado!

Uma sugestão para aqueles jantares de convidados de última hora que, entre dois dedos de conversa, se faz uma entra
da super elegante e deliciosa!

Sabor de Bolso
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Couves de Bruxelas: O inimigo comum.

Muitas pessoas não gostam destas meninas e não consigo perceber porquê. Ok, pode não ser o vegetal mais espectacular do mundo, mas é bom!

Mas hoje dedico esta receita aos cépticos da couve de bruxelas.

Desafio-vos a experimentar e a dar o vosso feedback!

#90 | Couves de Bruxelas assadas com Bacon e Amendoim

Ingredientes

. Couves de bruxelas q.b. cortadas ao meio
. Tiras de bacon q.b.
. Amendoins q.b.
. Sal
. Azeite
. Pimenta preta moída
. Vinagre balsâmico
. Mel/Xarope de Ácer (Maple Syrup)/Golden Syrup


Preparação

1. Pré-aquecer o forno a 200º.
2. Numa frigideira em lume médio, tostar os amendoins. Reservar.
3. Levar o bacon ao forno durante 12 a 20 minutos, virando a meio, até ficar tostado e crocante. Guardar alguma da gordura que o bacon largou. Reservar. Cortar em pequenos pedaços.
4. Num tabuleiro com papel de alumínio, adicionar a gordura do bacon, as couves de bruxelas, o azeite, o sal e a pimenta e mexer.
5. Levar ao forno cerca de 20 minutos, mexendo de vez em quando, até as couves estarem tenras e caramelizadas.
6. Misturar o mel ou similar, e o vinagre balsâmico e verter por cima das couves de bruxelas.
7. Servir com os amendoins tostados e o bacon.






Acreditem ou não, fica mesmo bom!

O molho agridoce, em conjunto com o salgado do bacon, e o sabor da couve tostada, fica mesmo bem!

É um prato robusto, mas não é pesado.

É tão simples de fazer: (Quase) tudo no forno e suja-se pouca louça!

Vá lá, nada de medos e pessoal mais céptico, fico à vossa espera! :)

Sabor de Bolso
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