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  Sabor de Bolso

Couves de Bruxelas: O inimigo comum.

Muitas pessoas não gostam destas meninas e não consigo perceber porquê. Ok, pode não ser o vegetal mais espectacular do mundo, mas é bom!

Mas hoje dedico esta receita aos cépticos da couve de bruxelas.

Desafio-vos a experimentar e a dar o vosso feedback!

#90 | Couves de Bruxelas assadas com Bacon e Amendoim

Ingredientes

. Couves de bruxelas q.b. cortadas ao meio
. Tiras de bacon q.b.
. Amendoins q.b.
. Sal
. Azeite
. Pimenta preta moída
. Vinagre balsâmico
. Mel/Xarope de Ácer (Maple Syrup)/Golden Syrup


Preparação

1. Pré-aquecer o forno a 200º.
2. Numa frigideira em lume médio, tostar os amendoins. Reservar.
3. Levar o bacon ao forno durante 12 a 20 minutos, virando a meio, até ficar tostado e crocante. Guardar alguma da gordura que o bacon largou. Reservar. Cortar em pequenos pedaços.
4. Num tabuleiro com papel de alumínio, adicionar a gordura do bacon, as couves de bruxelas, o azeite, o sal e a pimenta e mexer.
5. Levar ao forno cerca de 20 minutos, mexendo de vez em quando, até as couves estarem tenras e caramelizadas.
6. Misturar o mel ou similar, e o vinagre balsâmico e verter por cima das couves de bruxelas.
7. Servir com os amendoins tostados e o bacon.






Acreditem ou não, fica mesmo bom!

O molho agridoce, em conjunto com o salgado do bacon, e o sabor da couve tostada, fica mesmo bem!

É um prato robusto, mas não é pesado.

É tão simples de fazer: (Quase) tudo no forno e suja-se pouca louça!

Vá lá, nada de medos e pessoal mais céptico, fico à vossa espera! :)

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Mais um prato tradicional britânico.

Não chega aos calcanhares do nosso arroz doce, mas é a sobremesa mais parecida que eles têm com a nossa.

E, à procura de arroz carolino (que por sinal, não vendem!) encontrei arroz específico para isto.

E porque não testar?

#89 | Rice Pudding

Ingredientes (para cerca de 3 pessoas)

. 25 gr de manteiga
. 25 gr de açúcar mascavado claro
. 50 gr de arroz (o de risotto ou carolino devem dar, tem de ser de grão pequeno)
. 500 ml de leite (usei gordo)
. 1 raspa de limão
. 1 pitada de noz moscada moída
. 1 colher de café de aroma de baunilha
. 75 ml de natas gordas
. 1 pitada de sal


Preparação

1. Pré-aquecer o forno a 140º.
2. Em lume médio, derreter a manteiga e adicionar o açúcar. Deixar cozinhar 3 minutos, mexendo.
3. Adicionar o arroz e mexer bem.
4. Quando o arroz ficar translúcido, juntar o leite e mexer bem para retirar todos os pedaços de arroz que possam ter colado.
5. Adicionar o limão, a noz moscada e o sal, e as natas. Deixar levantar fervura.
6. Colocar a mistura numa forma de ir ao forno e levar ao forno durante 2 horas, até estar cozido e com cor, mas ainda a tremer um pouco.
7. Servir morno.





Tal como disse, não bate o nosso arroz doce. Mas nada como testar outras culturas para depois opinar.

A noz moscada dá-lhe um sabor interessante, que liga bem com a riqueza do prato. Gostei muito da crosta por cima e a cremosidade que o interior tem.

É pena que demore tanto a fazer no forno, mas depois compensa. :)

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Ao tempo que eu queria experimentar rechear peito de frango, mas nunca tinha calhado.

Aproveitei uma folga para me dedicar à coisa.

E tanto que me apetecia comer mozzarella! :)

No supermercado, tinha visto maracujá baratinho e levei para casa sem pensar duas vezes. Comi um (bem bom!) e depois pensei no que fazer com o restante.

Frango e maracujá? Parece-me perfeito!

#88 | Peito de Frango recheado com Mozzarella, Tomate tricolor e Espinafres, e Molho de Maracujá

Ingredientes

. 2 peitos de frango
. 1 bola de mozzarella
. 1 mão cheia de espinafres
. 3 tomate pequeninos (tipo cherry)
. 2 Maracujás maduros
. 2 colheres de sopa de manteiga
. 1 colher de sopa de açúcar (ou a gosto)
. Azeite


Preparação

1. Pré-aquecer o forno a 170º.
2. Fazer uma incisão nos peitos de frango, sem cortar até ao fim, de modo a criar um bolso.
3. Rechear com a mozzarella cortada em fatias, os espinafres e o tomate em rodelas. Fechar com a ajuda de palitos.
4. Levar ao forno durante cerca de 25 a 30 minutos, ou até o frango estar cozinhado.
5. Retirar a polpa do maracujá.
6. Numa frigideira em lume médio, derreter a manteiga e adicionar o maracujá.
7. Adicionar o açúcar e deixar cozinhar até ficar homogéneo e meio caramelizado.





O queijo derretido, misturado com o sabor do frango, a acidez do tomate, o sabor dos espinafres... Hummmm que combinação poderosa!

O frango fica suculento, mas coradinho. O tomate ajuda à cor e a dar frescura ao prato. Os espinafres são mais outro nível de sabor.

O maracujá vem cortar a untuosidade e riqueza da mozzarella, assim como dá mais um nível de doçura. Nunca tinha experimentado esta combinação e é algo que vou, definitivamente, voltar a fazer! Fica mesmo bom!

Servido com um arroz árabe, é uma excelente opção para um almoço de verão!

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O microondas consegue ser o nosso melhor amigo em alturas preguiçosas.

Estava a apetecer-me jantar, mas não me estava a apetecer ter grande trabalho.

E então lembrei-me de que tinha lido em muito lado da net que a batata doce no microondas ficava fixe.

Decidi experimentar, mas com algum tempero à mistura!

#87 | Batata Doce no microondas

Ingredientes

. 2 batatas doces médias
. Manteiga (usei com sal)
. Açúcar mascavado escuro


Preparação

1. Cozer a batata doce com pele no microondas, durante 6 minutos ou até ficar tenra ao toque.
2. Cortar ao meio e fazer pequenas incisões.
3. Polvilhar a manteiga e o açúcar por cima.
4. Levar ao microondas por 30 segundos.






E é só isto! MESMO!

Têm uma entrada ou um acompanhamento à velocidade da luz.

Eu gosto do contraste entre o salgado e o doce, por isso usei a manteiga e o açúcar. Mas podem optar por outras coisas, como azeite, ervas, molhos... As possibilidades são infinitas!

Quem é amigo, quem é?

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Mais uma experiência por terras londrinas.

Eu gosto muito de bolbo de aipo, mas em Portugal é caríssimo. Aqui encontra-se a preços bem mais acessíveis e, assim, dá para ir experimentando.

Estava com saudades de uma sopa (eles aqui não parecem saber muito o que isso é...) e então pus mãos à obra!

#86 | Creme de bolbo de aipo

Ingredientes

. 1 bolbo de aipo médio cortado em pedaços
. 1 cebola média picada
. 150 ml de natas
. Água
. Azeite
. Sal


Preparação

1. Numa panela em lume médio, refogar a cebola e o aipo no azeite, até estarem ligeiramente corados e mais macios.
2. Juntar água suficiente para cobrir os legumes.
3. Deixar cozer os legumes até estarem bem cozidos e bem macios.
4. Triturar tudo e voltar a pôr ao lume.
5. Adicionar a natas e deixar cozer 1 minuto, sem deixar ferver muito as natas. Temperar.





Atenção que, para quem não conhece, o sabor do aipo é muito intenso.

Eu, pessoalmente, gosto bastante mas ficam já avisados!

O creme fica muito saboroso, de cor térrea devido ao refogado, e cremoso.

Polvilhei por cima orégãos secos por cima só naquela de experimentar, e não ficam nada mal!

Para os dias menos quentes (que aqui estão), é uma óptima sugestão de refeição, acompanhado de umas tostinhas!

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Sim, maaaais uma pannacotta.

Mas desta vez para utilizar produtos que não encontramos tão facilmente em Portugal ou que são um pouco mais caros.

Falo-vos do Buttermilk e do Ruibarbo.

O buttermilk nada mais é que o soro resultante da produção da manteiga. Tem um sabor mais ácido.
Em Portugal nunca encontrei à venda, mas pode substituir-se pela mesma quantidade de leite com umas gotas de limão ou vinagre (a proporção é de uma colher de sopa para uma chávena de leite).

O ruibarbo é uma planta comestível utilizada não só em pratos salgados como também em sobremesas.
Ainda só encontrei à venda na Makro e aqui, incrivelmente, ainda não encontrei ruibarbo fresco. Só enlatado. E vai ser esse o usado na receita, à falta de melhor.

#85 | Pannacotta de Buttermilk com Compota de Ruibarbo

Pannacotta

Ingredientes (para 8 pannacottas individuais)

. 80 ml de água morna´
. 3 colheres de chá de gelatina em pó neutra
. 220 gr de açúcar granulado branco
. 250 ml de natas
. 2 colheres de chá de aroma de baunilha
. 375 ml de leite (usei gordo)
. 375 ml de buttermilk


Preparação

1. Colocar a gelatina na água durante 10 minutos.
2. Num tacho em lume médio, colocar as natas, o açúcar e a baunilha. Mexer para dissolver e até ferver.
3. Adicionar a mistura da gelatina e mexer até dissolver. Retirar do lume.
4. Coar a mistura e adicionar o leite e o buttermilk.
5. Distribuir pelas formas e levar ao frio durante 3 ou 4 horas, ou de um dia para o outro.


Compota de Ruibarbo

Ingredientes 

. 150 gr de ruibarbo em lata, escorrido
. 2 colheres de sopa de açúcar granulado (ou a gosto)
. 1/2 chávena de água


Preparação

1. Colocar todos os ingredientes num tacho e, em lume médio brando, cozinhar até tudo estar bem misturado e cozido.
2. Triturar e deixar arrefecer em frascos no frigorífico.
3. Servir com a pannacotta.





A cor não é a mais espectacular, porque o ruibarbo enlatado é meio acastanhado. O fresco fica avermelhado e muito mais bonito.

A pannacotta, apesar de ter o buttermilk mais ácido, fica bem docinha. Tem a textura certa, firme mas não borracha, e derrete na boca... hummmm :)

Combina muito bem com a acidez da compota de ruibarbo, tornando-se uma mistura de sabores bem interessante.

A pannacotta pode ser servida com outro outro molho ou compota, por isso toca a experimentar!

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Eu adoro gnocchi.

Desde que provei os tradicionais numa aldeia perto de Módena, aquelas pequenas nuvens fofos, como um aconchego na boca... Que nunca mais saíram da minha cabeça!

Desta vez, apresento uma versão diferente da tradicional, substituindo a batata comum pela batata doce.

E não fica nada atrás!

#84 | Gnocchi de Batata Doce

Ingredientes

. 2 batatas doces grandes com pele
. 2 chávenas de farinha sem fermento
. 2 colheres de chá de sal


Preparação

1. Cozer a batata doce em água com sal até estarem tenras e macias.
2. Misturar o sal com a farinha.
3. Numa superfície enfarinhada, colocar a farinha e fazer um buraco no centro.
4. Quando as batatas já estiverem frias o suficiente para se manusearem, retirar-lhes a pele e passá-las pelo passe-vite (eu não tenho passe-vite aqui em Londres, por isso amassei à  mão).
5. Juntar a batata à farinha e amassar tudo até ficar uma massa homogénea. No fim, a mistura não deve colar-se aos dedos.
6. Moldar a massa num rolo fino e comprido e cortar pequenas porções de +/- 6mm de espessura.
7. Passar as porções por farinha para não se colarem umas às outras.
8. Num tacho com água a ferver e sal, colocar os gnocchi a cozer. Assim que flutuarem, estão prontos!
Opcional A: Eu salteei-os depois em manteiga e ervas, mas podem comê-los tal como saem do tacho.
Opcional B: Podem mantê-los sem cozinhar no frigorífico até três dias e podem congelá-los também!







A textura dos gnocchi não está igual aos dos gnocchis de Módena, mas não ficam nada atrás!

A textura fica densa mas leve. Se estiver tipo borracha, algo correu mal (possivelmente farinha a mais).

Acreditem, eles ficam prontos em segundos! Mal flutuarem, tirem logo!

Acompanharam um frango no forno que ficou maravilhosamente bom!

Vêem? Não é assim tão difícil fazer estas almofadinhas de sabor :)

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Marta Martins
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. Pasteleira de ♡ .

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