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  Sabor de Bolso

Dia 48 (1 de Maio de 2020).

Mais um feriado que passa completamente ao lado, já que são 48 dias em casa, fechada.

No entanto, na minha cabeça, hoje é sábado, sabe-se lá porquê. Se calhar o chip do feriado ainda está a funcionar.

Hoje foi mais um dia de pequenas limpezas, de exercício e de agricultura.

Apesar de a chuva não estar a colaborar, lá conseguimos voltar ao quintal.

O resto do farmville foi feito dentro de casa, já que foi tudo para vasos. Vamos ver no que dão sementes vindas do Aliexpress...

Como estava um pouco cansada, fiz um almoço mais rápido e simples, mas muito, muito bom.

Para sobremesa, fiz estas maravilhosas bananas que, quase em segundos, estão prontas.

E são tão, mas tão fáceis de fazer!

#167 | Banana caramelizada


Ingredientes (para 2 pessoas)

. 2 bananas, cortadas na longitudinal
. 20 gr de manteiga
. 2 colheres de sopa de açúcar demerara (ou o açúcar que tenham em casa)
. 1 pitada de canela (opcional)

Preparação

1. Aquecer uma frigideira em lume médio e derreter a manteiga.
2. Juntar as bananas e polvilhar com o açúcar e canela, se usarem.
3. Deixar cozinhar durante 2 minutos e virar, voltando a polvilhar com açúcar e canela.
4. Deixar cozinhar 2 minutos do outro lado.

E já está!

4 ingredientes. 4 passos e 4 minutos!

Não há muita coisa a dizer sobre esta sobremesa.

A combinação caramelo, canela e banana é clássica, por isso só podia sair uma maravilha de sobremesa.



Nós comemos assim, simples. Mas imaginem agora uma bola de gelado de caramelo salgado ao lado... Ui...

Que combinação explosiva.

Mas pronto, não posso começar aqui agora a sonhar.

O que vos posso dizer é que a banana fica cremosa e suculenta, com pequenos toques de caramelo, dando-lhe um sabor mais intenso.

A manteiga dá-lhe este brilho fantástico que vocês vêem nas fotos.



E, para quem gostar, a canela dá-lhe mais um toque de sabor.

O açúcar demerara ou o açúcar mascavado escuro são os meus preferidos para esta receita, porque têm um sabor mais caramelizado. Mas açúcar amarelo ou granulado branco também servem.

E, num instante, vocês descobrem que podem ser felizes com tão pouco.

Um pequeno raio de felicidade que brota de uma simples frigideira.



Acreditem em mim.

Estas meninas vão por-vos um sorriso no rosto. É infalível.

Sabor de Bolso
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Dia 47 (30 de Abril de 2020).

Continuação dos testes de ontem. Mas realmente, a prática é que leva a perfeição. E tenho de aproveitar este tempo para praticar, praticar, praticar.

E que gozo me está a dar. Mas a mente desgasta-se muito rapidamente. Preciso de fazer intervalos maiores para desanuviar a cabeça ou chego ao fim do dia de rastos.

Para isso, hoje foi dia de compras para o quintal. Ainda não tenho o chip instalado para perceber que o quintal precisa de uma supervisão maior, mas estou a tentar.

Por isso, amanhã será dia de jardinagem e agricultura cá por casa. Dia do trabalhador, dia de trabalhar.

É, também, uma forma de poupar algum dinheiro, tendo coisas mais saudáveis e, claro, as coisas criadas por nós têm outro valor.

E, para vos alimentar este blog, também preciso de matéria-prima. Por isso, a agricultura está a dar os seus passos cá por casa.

Hoje a receita é uma combinação que, pelo menos eu, não a costumo fazer. Peixe com massa.

Tirando massada de peixe ou atum com esparguete, não há assim grande coisa que eu costume fazer e até nem me parece grande combinação.

Oh, como eu estava errada.


#166 | Pescada com crosta de ervas e Esparguete com tomate seco e azeitonas

Ingredientes (para 2 pessoas)

. 2 medalhões de pescada
. 150 gr de migalhas de pão (eu usei o que tinha em casa - triturei 2 fatias e 1/2 de pão de forma integral)
. 1 colher de chá de raspa de limão
. 1 colher de café de flocos de malagueta (opcional)
. 1 colher de chá de coentros secos picados
. 30 gr de manteiga derretida
. Esparguete (sinceramente, não sei medir esparguete. Eu uso aquelas peças com buracos e usei o de 2 pessoas).
. 200 ml de vinho branco
. Azeitonas (usei pretas e verdes)
. 10 tomates secos, cortados em pedaços
. 1 dente de alho picado
. 1 fio de azeite
. Sal
. Pimenta preta

Preparação

1. Pré-aquecer o forno a 200º.
2. Crosta: Misturar o pão, limão, malagueta, coentros e manteiga, temperando com sal e pimenta.
3. Pescada: Dispor o peixe numa assadeira forrada a papel vegetal e temperar com sal e pimenta.
4. Dispor a mistura de pão por cima do peixe, pressionando para colcar à superfície.
5. Levar ao forno durante cerca de 10 minutos ou até a crosta estar crocante.
6. Entretanto, cozer a massa conforme as instruções da embalagem.
7. Em lume médio, numa frigideira, colocar um fio de azeite e o alho.
8. Deixar o alho refogar uns segundos e adicionar o tomate seco e as azeitonas, deixando fritar cerca de 2 minutos, sem deixar o alho ganhar cor.
9. Refrescar com o vinho branco e deixar cozinhar mais 2 a 3 minutos.
10. Escorrer a massa cozida e adicioná-la à frigideira com o tomate seco.
11. Saltear um pouco e rectificar os temperos.



Mais uma vez, oh, como eu estava enganada.

Mas que combinação esplendorosa.



O sabor suave da pescada, que é complementado com a suculência da sua carne.

O sabor rico da manteiga, que é harmoniosamente ligado ao sabor suave dos coentros e ao picantezinho que se sente lá ao fundo, mas que vem dizer um olá discreto.

O crocante do pão dourado e com sabor a caramelo, que vem entrosar com o acídico e frutado tomate seco e a acidez da azeitona.

O esparguete que, entretanto, absorveu os sabores do tomate seco e do alho, vem conferir mais um nível de textura ao prato.

Quem diria que, com ingredientes básicos (tirando o tomate seco) se faz uma ode ao acto de saborear.



Eu sei que o tomate seco não é a coisa mais económica, mas ando a estudar secar tomate em casa, para ver como fica. Sempre é economicamente mais viável.

Mas um frasco dá para várias refeições. Eu nem 1/3 do frasco gastei. Por isso, para uma ocasião diferente e/ou especial, porque não dedicar um miminho extra?

Porque nós merecemos e, por isso, que tenhamos direito a saborear esta maravilha gastronómica.

Não se irão arrepender.

Sabor de Bolso
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Dia 46 (29 de Abril de 2020).

Hoje foi dia de testes de pastelaria.

Ainda não vou revelar o que estive a fazer mas fiquei satisfeita e, em breve, mostro-vos.

E, por incrível que pareça, foi a única coisa que fiz hoje e estou de rastos. Seja mentalmente, seja fisicamente.

Sendo uma pessoa muito alta e com pernas gigantes, as bancadas ditas standard não são o ideal para mim. E as costas queixam-se.

Irei ter bancadas adequadas à minha altura mas, para já, ainda não é possível.

E a vida da pastelaria implica posições desconfortáveis e demoradas. E eu, torta como sou, fico de todo.

Mas queixumes à parte, trago uma parte dessa pastelaria para partilhar com vocês.

Um saboroso soufflé de pera com chocolate.

Eu não sou a maior fã de combinações de chocolate com fruta, mas este soufflé veio trocar-me as voltas.

#165 | Soufflé de Pera e Chocolate

Ingredientes (para 3 pessoas)

. 50 ml de natas
. 50 gr de chocolate de leite picado
. 2 ou 3 peras
. 25 gr de açúcar granulado branco
. 50 ml de leite
. 20 gr de manteiga sem sal
. 35 gr de farinha de trigo integral
. 2 gemas
. 2 claras
. 15 gr de cacau em pó
. 1 pitada de sal fino

Preparação

1. Pré-aquecer o forno a 220º.
2. Untar as formas com manteiga e levar ao frio.
3. Aquecer o leite com as natas, até ferver.
4. Fora do lume, juntar o chocolate e mexer até derreter.
5. Noutro tacho, derreter a manteiga e adicionar a farinha, mexendo até começar a dourar.
6. Adicionar o chocolate e mexer até engrossar.
7. Retirar do lume e juntar o açúcar e o cacau, mexendo bem.
8. Adicionar as gemas e o sal.
9. Bater as claras em castelo e envolver no preparado anterior.
10. Descascar e descaroçar as peras.
11. Colocar uma pera inteiro no meio do ramekin ou colocar uma metade em cada ramekin.
12. Preencher o ramekin até 2/3 com a massa.
13. Levar a cozer cerca de 12 a 15 minutos.
14. Servir de imediato.


Como se costuma dizer "o soufflé é como as noivas: não são eles que esperam por nós, somos nós que esperamos por eles".

Isto porque o soufflé é para comer mal sai do forno. Mal. Sai. Do. Forno.

A sério.



Isto porque, com a diferença de temperatura e com a leveza da massa, ela não irá aguentar o seu peso durante muito tempo e irá abater.

Mas é logo a abater.

Isto é uma foto do soufflé quando saiu do forno e a seguinte é uma foto 2 minutos depois de sair do forno. Vêem a diferença? É abismal.

  


Por isso, apressem-se a abri-lo e a ver a maravilha que é por dentro.



Eu fiz a versão só com meia pera em cada ramekin porque as peras estavam muito maduras e tinham alguns pontos mais escuros.

Então, cortei ao meio e cobri com a massa.

E que espectáculo que ficou.

A massa á super, super leve, que se desfaz na boca.

O seu sabor a chocolate é intenso e fica na boca.

Liga muito bem com a doçura da pera e a textura da pera cozida é como um abraço.

É, seguramente, uma sobremesa de confort food, que nos dá um aconchego no estômago.

Podem substituir a pera por maçã, se aí tiverem muitas na fruteira.

E, se só tiverem chocolate negro, sintam-se à vontade para usar. E, se não tiverem cacau em pó, usem chocolate em pó ou achocolatado. Eu não disse isto, mas eu garanto que funciona. Só fica um pouco mais doce.

Por isso, vão pôr o forno a aquecer e, num instante, têm esta maravilha pronta! 

Sabor de Bolso
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Dia 45 (28 de Abril de 2020).

Estão a ver aqueles dias em que não têm apetite para nada?

Hoje é um daqueles dias. Desmotivantes.

Não sei porquê, mas sei que muitos nos sentimos assim, de vez em quando.

Até o exercício custou, até as compras semanais custaram. Hoje só me apetecia não fazer nada. E não é muito normal em mim.

Talvez seja do tempo...

Nem vontade para estar na cozinha. Ando em testes, mas as coisas não parecem correr grande coisa. Eu sei que a experiência não é muita (o que potencia o falhanço de principiante), mas não veio ajudar em nada.

Enfim.

Ainda assim, temos que comer e então, para a noite, sai uma sopa muito simples, sem grandes quês.

Basicamente, espetar tudo para dentro da panela e já está. E fica mesmo boa!

#164 | Creme de Brócolos e Courgette

Ingredientes

. 15 floretes de brócolos (frescos ou congelados)
. 2 courgettes grandes (cerca de 1 kg) em rodelas
. 1 dente de alho cortado ao meio
. 1 cebola média em pedaços
. Azeite
. Sal

Preparação

1. Numa panela, colocar os brócolos congelados, courgettes, alho e cebola.
2. Adicionar água só até cobrir os legumes e temperar com sal e um fio de azeite.
3. Levar ao lume até os legumes estarem cozidos.
4. Se virem que parece haver muito líquido, reservem algum. Mas não deitem fora (eu reservei).
5. Triturar tudo até ficar com consistência de creme. Se necessário, adicionar um pouco do caldo.
6. Rectificar os temperos.

E já está. Perfeita para aqueles dias preguiçosos, como hoje.



Ao caldo que poderão ter reservado, congelem.

Eu usei os Snack Bag da Silvex para o fazer e funcionou muito bem. Como tem uma espécie de cola em cima, aquilo é pôr o líquido lá para dentro e fechar.



Segundo a marca, é uma "Embalagem com sistema de abertura fácil, permitindo retirar 1 saco de cada vez. Sacos com fecho adesivo, para abrir e fechar o saco várias vezes."

Confirmo. E o fecho adesivo funciona várias vezes. Pode ir ao congelador que não perde a cola. O meu caldo está congelado, neste momento, e (graças ao senhor que) não vazou nada.

Desde já agradeço à Silvex o fantástico cabax de produtos que me enviou. Já utilizei alguns e gostei muito.

Quando oportuno, falarei de alguns deles.

No meu instagram irei colocar as fotos do procedimento, mas não tem nada que saber.

O creme pode ficar mais ou menos espesso, conforme o vosso gosto. Eu deixe este um pouco mais líquido mas, com o azeite a emulsionar, ficou cremoso à mesma.



No final, antes de triturei, tirei alguns floretes de brócolos para os servir inteiros. Fica um prato mais bonito e dá mais uma textura ao creme.

Não é um prato com um sabor muito intenso, já que os seus ingredientes são suaves. No entanto, sentem, principamente, o sabor dos brócolos.

E a cor, tão bonita que é. Um verde, a lembrar a primavera, que teima em não chegar.



Por isso, se estiverem em dias não, ainda assim podem fazer algo delicioso, com pouca coisa e sem trabalho nenhum.

Deixem a sopa a cozer. Sentem-se no sofá e descansem. Vão fazer scroll no telemóvel e aproveitem para espreitar as receitas do blog ;)

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Dia 44 (27 de Abril de 2020).

É verdade. Passei um dia. E foi propositado.

Com o recuar da pandemia, aos poucos, a vida voltará ao normal.

E o meu tempo para o blog voltará a ser muito pouco.

Por isso quero, aos poucos, abrandar o ritmo do blog. Para que depois a culpa não seja tão grande...

Para já, não irei colocar receitas ao sábado e domingo. Dias de descanso, por assim, dizer.

Depois, irei analisar o meu tempo na vida normalizada.

Não quero que o blog estanque de novo, como estava. Mas tenho de ser realista e mais vale qualidade que quantidade.

Anúncios à parte, hoje trago-vos uma receita de "mais ou menos fast food".

Fast food porque são hamburgers, mais ou menos porque são caseiros, mais demorados mas, acima de tudo, deliciosos.

Acompanhei-os com batata doce no forno, salada de beterraba e ovo estrelado e souberam pela vida!

#163 | Hamburgers caseiros

Ingredientes (para 3 pessoas)

. 10 gr de manteiga
. 1/2 cebola picada
. 400 gr de carne picada (usei carne de aves)
. 3 colheres de chá de tomilho seco picado
. 1 ovo batido
. Azeite
. Sal
. Pimenta

Preparação

1. Derreter a manteiga numa frigideira em lume médio-baixo e cozinhar a cebola até ficar mole e translúcida. Reservar até arrefecer.
2. Misturar a carne com o tomilho e o ovo, e temperar com sal e pimenta.
3. Adicionar a cebola arrefecida e mexer de novo.
4. Aquecer um fio de azeite numa frigideira e, em lume médio, cozinhar os hamburgers, cerca de 6 minutos de cada lado ou até dourarem e estarem cozinhados por dentro.
5. Opcional: Se estiverem dourados mas ainda mal cozinhados, levar ao frono pré-aquecido a 180º mais 2 a 3 minutos, ou até estarem cozinhados, mas sem estarem secos.

Com tão pouco se faz um prato tão bom.

Não é difícil fazer os hamburgers em casa, malta.



Não vou mentir. Às vezes, vamos comprar fora porque... é comer fora, por assim dizer. Queremos aquilo. Não é o mais saudável nem o melhor, mas é aquilo. Craving, como dizem os ingleses...

Mas, para aqueles dias em casa em que queremos algo, mas não tem de ser de lado nenhum em específico, porque não fazer em casa?





Ainda por cima, estes meninos podem ser congelados e feitos com antecedência. Basta fazer a forma dos hamburgers e congelar direitinhos, em folha de papel vegetal. Quando estiverem completamente congelados, podem transferir para um saco ou tupperware, que não vão agarrar uns aos outros.

A carne fica completamente à vossa escolha, assim como os temperos. Eu usei o que tinha em casa.

Convém que usem o ovo batido, que vai dar liga e a garantir que fica tudo agregado e o hamburger não se desfaz a cozer.

No meu caso, os hamburgers estavam ligeiramente apimentados, mas gostámos deles assim. O tomilho também estava presente, sem ser em demasia. Como era carne de aves, o seu sabor era mais suave, mas ligou muito bem com a batata doce e beterraba.

A batata doce no forno foi simplesmente cortar em palitos, temperar com sal, pimenta, azeite e especiarias à escolha, e levar ao forno a 180º até dourarem. Super fácil e com menos culpa...



Por isso, não têm desculpa para não fazerem fast food deliciosa e saudável em casa.

Já vos ajudei com a receita, agora mãos à obra! :)

Sabor de Bolso
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Dia 42 (25 de Abril de 2020).

Dia importante na História de Portugal. E não, não me pôr aqui a contar tudo.

Só quis partilhar a forma de ter celebrado o dia, através dos lives do Bruno Nogueira (Instagram), ontem à noite.

Ouvir o Grândola Vila Morena, enquanto o artista Vhils terminava a sua obra de arte na parede (Zeca Afonso no seiu esplendor), ouvir o actor Nuno Lopes a cantar, de uma forma muito zen, o Depois do Adeus, e terminar, como sempre, com o fantástico músico Filipe Melo a tocar no piano Traz um amigo também... que maneira perfeita.

A cumprir as imposições sanitárias que todos deveríamos estar a cumprir, cada um na sua casa, mas todos juntos no coração. Foi qualquer coisa de espectacular.

Aconselho a todos (maiores e vacinados, que aquilo tem linguagem, vá, adulta!!) a verem, de segunda a sexta, às 23h. É uma excelente terapia de grupo, que nos tira dos dias entediados e rotineiros e nos arranca umas gargalhadas valentes.

Depois de partilhar este momento convosco, trago-vos a receita de hoje.

Mais uma vez, foi uma receita para aproveitar o que tinha cá por casa.

Tinha sobrado mascarpone da receita do Red Velvet de Beterraba e tinha clementinas a sobrar das que tinha comprado para a semanas e elas olhavam para mim já há uns dias.

Por isso, saiu um bolo! Eu fiz em doses individuais porque temos sido só 2 cá por casa e, assim, não fica bolo para comer até daqui a um ano. Não é que fique, mas assim também não o comemos :)

#162 | Bolo de Clementina e mascarpone

Ingredientes (para 3 pessoas - deu 3 ramekins)

. 125 gr de mascarpone
. 60 gr de manteiga derretida e arrefecida
. 80 gr de açúcar
. 2 ovos
. 70 gr de farinha de trigo sem fermento
. 1 colher de chá de fermento em pó
. 3 colheres de sopa de sumo de clementina

Preparação

1. Pré-aquecer o forno a 180º.
2. Bater, com varas, a manteiga com o açúcar até ficar uma mistura clara e fofa.
3. Adicionar os ovos e mascarpone e bater.
4. Juntar a farinha, fermento e sumo de clementina e mexer até ficar homogéneo.
5. Dividir a massa pelas formas e assar durante cerca de 25 minutos.

Olhem que fofos que ficam!





Não é um bolo muito doce, o que é perfeito para mim.

Tem o toque ácido da clementina e o doce do açúcar, que ligam muito bem.



É um bolo muito, muito fofinho e relativamente húmido. Não fica enqueijado mas tem uma estrutura mais leve que os bolos mais secos.

Ele desenvolveu-se no forno como um soufflê, engraçado.

Tanto que, depois de esperar um pouco, abateram um pouco já cá fora, como vêem nas fotos.

Isto deve-se à massa ter bastante ar e a massa ser demasiado fofinha para aguentar o seu próprio peso.

No entanto, ficou perfeito, para mim.



Podem colocar gomos de clementina no meio da massa ou por cima e ficam com um bolo ainda mais bonito.

Ao fazerem bolinhos em doses individuais, também criam uma sobremesa original e bonita para uma refeição diferente.

Este bolo acompanha muito bem com gelado de baunilha ou até um sorvete de tangerina. Preferencialmente, com o bolo ainda morninho...

Além disso, podem substituir a clementina pelo citrino que tiverem em casa, tornando a receita super versátil.

Domingo ao almoço parece-me uma excelente altura para fazerem sucesso à mesa ;)

Experimentem e depois contem-me como correu! Aqui, pelo Facebook ou pelo Instagram, estou sempre disponível para vocês.

Sabor de Bolso
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Dia 41 (24 de Abril de 2020).

Hoje foi dia de esticar as pernas. Uma caminhada para aproveitar o sol e ir comprar legumes ao mini mercado da aldeia.

A deliciosa sopa de grão do jantar acabou e hoje sai outra sopa.

Em breve, coloco a receita aqui para vocês fazerem também.

Hoje foi dia de voltar à despensa e congelador.

Uma receita de conservas que 80% de nós temos aí por casa e, muitas vezes, acabam esquecidas.

Com esta fase de cortes nos salários e falta de trabalho, também são necessários pratos que sejam mais económicos mas, ao mesmo tempo, saciantes e saborosos.

Daí que traga um prato tradicional: Ervilhada.

Mas, desta vez, a aproveitar as latas de salsichas perdidas aí na despensa. Normalmente, usa-se chouriço ou presunto. Mas são alimentos um pouco mais caros que as salsichas e, com elas, sai um prato igualmente saboroso.

#161 | Ervilhada de salsichas e ovos escalfados

Ingredientes (para 2 pessoas)

. 600 gr de ervilhas congeladas
. 1 lata de 8 salsichas em rodelas
. 50 gr de bacon (opcional - eu usei porque tinha lá para gastar)
. 2 ovos
. 2 folhas de louro seco
. 150 ml de polpa de tomate (se tiverem tomate pelado, usem 2 tomates pelados e 2 colheres de sopa de polpa de tomate)
. 1 dente de alho picado
. 1/2 cebola média picada
. Sal
. Pimenta preta
. Azeite
. Água

Preparação

1. Em lume médio, aquecer um fio de azeite e refogar a cebola, alho, bacon (se usarem) e o louro, sem dourar.
2. Adicionar as salsichas e deixar ganhar um pouco de cor.
3. Juntar a polpa de tomate e mexer.
4. Adicionar as ervilhas e água até quase cobrir as ervilhas.
5. Deixar cozinhar até as ervilhas ficarem mais tenras (6 a 7 minutos), juntando um pouco de água, se for necessário.
6. Partir os ovos para uma taça e, cuidadosamente, colocar o ovo no tacho, deixando cozinhar mais 5 a 6 minutos, de modo a que a clara coza, mas a gema fique líquida.

E está feito!

Um prato cheio de cor, texturas e muito, muito sabor.



Convém que o prato tenha algum molho, para que o ovo tenha líquido onde cozer.

Além disso, não façam como eu e não se distraiam com os ovos a cozer. eles são matreiros, malta.



As salsichas não precisam de muita cozedura, mas eu gosto de as refogar um pouco para ganharem sabor e caramelizarem um pouco à volta.



As ervilhas tenras, mas com textura. Não queremos cá ervilhas todas pisadas e molengas. Textura é fixe!



Eu acompanhei com massa couscous, que tinha cá em casa para gastar. Mas acompanhado com pãozinho ou uns croutons (para limpar o prato, claro!), é um excelente almoço simples, mas muito bom.

E, além disso, não nos faz ter que doar um rim para o fazer :)


Sabor de Bolso
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